25° 22° | Rio de Janeiro - RJ

Dólar |

Euro |

Peso | 3.20


lupa
lupa
lupa
Mundo

Após Venezuela, Trump ameaça tomar Groenlândia e atacar Colômbia

A tensão diplomática entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia ganhou novos contornos após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump. Após um polêmico ataque à Venezuela que culminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro, Trump agora mira

05/01/2026

05/01/2026

A tensão diplomática entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia ganhou novos contornos após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump. Após um polêmico ataque à Venezuela que culminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro, Trump agora mira suas atenções para a Groenlândia, território ligado à Dinamarca, além de tecer ameaças de ação militar contra a Colômbia. Diante dessas movimentações, questiona-se: o que está realmente por trás das ambições territoriais e militares de Trump?

As respostas da Dinamarca e da Groenlândia às ameaças de Trump
Não demorou para que a reação viesse do Reino da Dinamarca. A primeira-ministra Mette Frederiksen enfatizou que os EUA não têm o direito de anexar qualquer território pertencente ao reino, como a Groenlândia. A chefe de Estado lembrou ainda que a Dinamarca pertence à Otan, contando assim com a proteção de uma aliança militar encabeçada pelos próprios EUA.

Frederiksen deixou claro que já existe um acordo de defesa entre os EUA e o Reino da Dinamarca, concedendo amplo acesso à Groenlândia. "Nós já investimos significativamente em segurança no Ártico", disse ela, reforçando o acordo já existente.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, também se manifestou, classificando a ameaça de inaceitável e reiterando que seu país não é objeto de "retórica de superpotência". Por mais que reconheçam a importância estratégica do território, tanto para a segurança nacional americana quanto para os interesses locais, as lideranças insistem na autonomia e autodeterminação do povo groenlandês.

Quais são as repercussões internacionais?
A proposta de anexação da Groenlândia foi recebida com críticas de outros líderes europeus. Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, declarou à BBC que apenas a Groenlândia e a Dinamarca têm a legitimidade de decidir sobre o futuro do território. Para Starmer e outros líderes, a soberania deve ser respeitada, mantendo a importância da parceria internacional na manutenção dos territórios.

As tensões com a Colômbia
Não satisfeito com a polêmica em torno da Groenlândia, Trump também voltou suas ameaças para a Colômbia, criticando severamente o presidente Gustavo Petro. Trump chegou a sugerir que uma intervenção militar contra a Colômbia "parece boa", o que gerou um forte repúdio do governo colombiano.

Gustavo Petro, por sua vez, respondeu às acusações de Trump assegurando que seu governo é legítimo e transparente, destacando que seus bens são públicos e que não compactua com o tráfico de drogas. Diante das ameaças, Petro apela para que os colombianos defendam a soberania em defesa contra qualquer intervenção ilegítima.

A situação evidencia a complexidade das relações políticas internacionais, principalmente quando figuras de poder o utilizam para manobras geopolíticas. Nesse contexto, a busca pela paz e entendimento diplomático entre as nações se torna cada vez mais imprescindível para evitar confrontos que possam desestabilizar ainda mais a região e o mundo.

Pronunciamento de Mette Frederiksen

Com informações da Agência Brasil

Tags