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Mundo

Em fala na ONU, Estados Unidos nega guerra e ocupação da Venezuela

Em um cenário carregado de tensão e debate internacional, os Estados Unidos deixaram claro, nesta segunda-feira (5), que não estão em guerra nem exercendo ocupação sobre a Venezuela. Na situação que se desdobrou com o sequestro do presidente venezuelano,

05/01/2026

05/01/2026

Em um cenário carregado de tensão e debate internacional, os Estados Unidos deixaram claro, nesta segunda-feira (5), que não estão em guerra nem exercendo ocupação sobre a Venezuela. Na situação que se desdobrou com o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas no último sábado (3), o tema foi destaque na reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), onde a administração americana defendeu seus atos.

Michael Waltz, embaixador dos EUA na ONU, enfatizou que a ação no território venezuelano foi guiada pelo caráter jurídico, e não militar. Nas palavras do diplomata, "houve aplicação da lei, facilitada pelas Forças Armadas". Essa afirmação remete a um cenário global onde os EUA se encontram na difícil situação de justificar suas ações como atos legais ao invés de invasões militares.

Por que os Estados Unidos afirmam não estar em guerra com a Venezuela?

De acordo com Michael Waltz, "não há guerra contra a Venezuela nem contra o seu povo. Não estamos ocupando um país". A operação foi descrita como uma resposta a acusações legais que já existiam há muito tempo, focada em um narcotraficante que, agora, enfrentará a justiça sob as leis americanas.

Embaixador Michael Waltz na ONU

Qual é a alegação dos EUA contra Maduro?

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, são vistos como fugitivos da justiça estadunidense, com acusações envolvendo liderança em tráfico internacional de drogas e armas no que é conhecido como "Cartel de los Soles". Os EUA alegam possuir provas contundentes, prontas para serem apresentadas nos julgamentos.

Há dúvidas sobre a existência do Cartel de los Soles?

Enquanto os EUA sustentam suas afirmações com "evidências esmagadoras", organizações como a International Crisis Group questionam a existência desse cartel. Elas sugerem que a narrativa pode ser usada pelo governo americano como uma estratégia de intervenção na Venezuela.

O que a situação de Maduro tem em comum com a de Noriega?

Waltz fez uma comparação interessante durante seu discurso na ONU, relacionando a situação de Maduro ao que ocorreu com Manuel Noriega no Panamá, em 1989. Noriega também foi levado aos EUA, condenado e serviu pena tanto lá quanto em seu país natal.

Como o reconhecimento internacional influencia a legitimidade de Maduro?

A legitimidade de Maduro como chefe de Estado é altamente contestada. O embaixador americano destacou que mais de 50 países não reconhecem os resultados das eleições de 2024, vistas como fraudulentas por alguns especialistas da ONU.

Por fim, o enviado americano reiterou a ameaça que considera existir em deixar as "maiores reservas de energia do mundo" sob controle de um governo que ele descreve como ilegítimo, que não representa, segundo ele, os interesses do povo venezuelano.



Com informações da Agência Brasil

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