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Mundo

Embaixador do Brasil na ONU: fins não justificam os meios na Venezuela

Durante uma reunião emblemática no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador do Brasil, Sérgio Danese, ressaltou o perigo do raciocínio de que os fins justificam os meios. Este pensamento foi associado à intervenção armada dos Estados Unidos na Venezuela

05/01/2026

05/01/2026

Durante uma reunião emblemática no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador do Brasil, Sérgio Danese, ressaltou o perigo do raciocínio de que os fins justificam os meios. Este pensamento foi associado à intervenção armada dos Estados Unidos na Venezuela, que levou ao sequestro do presidente Nicolás Maduro em um sábado tumultuado. Com uma postura firme, Danese argumentou que tal justificativa jamais pode servir como base para a derrubada ilegal de um governo, especialmente quando motivada pela exploração de recursos naturais ou econômicos da Venezuela.

O embaixador destacou que esse tipo de ação não só carece de legitimidade, mas também cria um perigoso precedente ao permitir que nações poderosas determinem o que é justo, desconsiderando a soberania dos países menos poderosos.

Por que a posição do Brasil é crucial neste cenário?

Segundo Danese, a solução para a crise venezuelana não passa por intervenções estrangeiras ou pela criação de protetorados, mas sim pelo respeito à autodeterminação do povo venezuelano. O embaixador enfatizou a necessidade de o Conselho de Segurança agir com determinação: "A lei da força não pode prevalecer sobre o Estado de Direito". Essa posição reflete o compromisso do Brasil com o direito internacional e a paz.

Quais são os riscos de precedentes como esse?

Danese alertou para a violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional, destacando que essa situação cria precedentes extremamente perigosos para a comunidade internacional. Ele endossou o posicionamento do governo brasileiro, já divulgado anteriormente, sobre a necessidade de se evitar a erosão do multilateralismo e o risco de um aumento na violência e desordem global.

O embaixador brasileiro sublinhou que tais ações podem comprometer o direito e as instituições internacionais, desencadeando o enfraquecimento dos mecanismos de governança e cooperação. "As normas que regem a convivência entre os Estados são obrigatórias e universais", reforçou ele.

Qual é a importância da paz na América Latina?

Danese destacou que a América Latina e o Caribe escolheram a paz como um caminho consciente. No entanto, a intervenção recente é inédita e alarmante, com potencial para afetar toda a comunidade internacional. Ele foi categórico ao afirmar: "Um ataque à soberania de qualquer país afeta toda a comunidade internacional", reiterando o compromisso da região com a paz e a estabilidade.



Com informações da Agência Brasil

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