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Mundo

Ação dos EUA na Venezuela ameaça paz na América do Sul, diz embaixador

Recentemente, o governo brasileiro se posicionou fortemente contra a ação militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, que incluiu o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores no sábado passado (3). Durante uma reunião

05/01/2026

05/01/2026

Recentemente, o governo brasileiro se posicionou fortemente contra a ação militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, que incluiu o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores no sábado passado (3). Durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (5), o embaixador brasileiro Daesio Danese alertou que a paz na América do Sul está ameaçada.

De acordo com o diplomata, ações armadas no continente historicamente resultaram em regimes autoritários e violações de direitos humanos, incluindo tortura e desaparecimentos forçados. O embaixador destacou a necessidade de preservar a região como uma zona de paz e reafirmou o compromisso do Brasil com a não intervenção.

O que marca um limite inaceitável?

No entendimento do Brasil, os Estados Unidos ultrapassaram uma "linha inaceitável" em termos de direito internacional com suas ações na Venezuela. O embaixador Danese enfatizou que a ação americana viola normas das Nações Unidas, que vedam o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, salvo em circunstâncias expressamente previstas.

Ele ressaltou que a exploração de recursos naturais não justifica intervenções militares ou mudanças ilegais de governo, e afirmou que o futuro da Venezuela deve ser decidido pelo povo, sem interferência externa.

Quais países apoiam a Venezuela?

Na América do Sul, outros países como a Colômbia e Cuba apoiaram a posição do Brasil, condenando as ações dos EUA. A embaixadora colombiana Leonor Zalabata Torres criticou a violação ao direito internacional e alertou sobre os potenciais impactos humanitários e regionais. A Colômbia, que já acolheu muitos venezuelanos, destacou que um maior fluxo migratório exigiria recursos adicionais.

O embaixador cubano Ernesto Soberón Guzmán acusou os Estados Unidos de visar o controle das reservas de petróleo venezuelano, declarando que o objetivo real da agressão não é combater o narcotráfico.

Argentina: uma visão diferente

A Argentina, por sua vez, se posicionou favoravelmente à ação militar dos Estados Unidos. O embaixador argentino, Francisco Fabián Tropepi, descreveu o sequestro de Maduro como um passo contra o narcoterrorismo e um possível caminho para restaurar a democracia na Venezuela. Ele também relembrou concessões de asilo a opositores venezuelanos e a expulsão de diplomatas argentinos por parte do governo venezuelano após a Argentina reconhecer Edmundo González Urrutia como presidente eleito.

Essas situações contribuem para um debate global intenso sobre soberania, intervenção estrangeira e o papel das potências globais nas questões regionais.



Com informações da Agência Brasil

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