Em um cenário político tenso, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, surpreendeu com uma declaração de impacto: caso necessário, ele considera pegar em armas para proteger seu país. Essa declaração foi feita após uma ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que cogitou uma operação militar contra a Colômbia. Mas o que realmente motivou essas declarações e o que isso representa para a política internacional?
Petro, que já foi membro do movimento guerrilheiro M19 na década de 1980, reforçou que, apesar de não ser militar, conhece a guerra e se mostrou firme ao afirmar sua disposição de defender a soberania do país. Suas palavras, postadas na rede social, foram claras e diretas, principalmente no que diz respeito à sua ordem para que a força pública atire contra qualquer "invasor".
O que levou Petro a considerar essa medida extrema?
O incidente teve início quando Donald Trump ameaçou uma ação militar, acusando Petro de tráfico e produção de drogas, sem apresentar provas. Em resposta, Petro reafirmou sua legitimidade como presidente eleito democraticamente, negando envolvimento com o narcotráfico, e apresentou suas ações no combate às drogas.
"Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Só possuo minha casa de família, que ainda pago com meu salário." Com essas palavras, Petro defendeu sua integridade e exortou a população a protegê-lo de qualquer agressão ilegítima.
Qual é a estratégia de defensa de Petro?
Petro orientou as forças públicas colombianas a se focarem na defesa da soberania nacional, e não contra o povo. Ele declarou que comandantes que não defenderem os interesses colombianos, privilegiando os Estados Unidos, deverão deixar suas posições. "A Constituição ordena à força pública que defenda a soberania popular", pontuou Petro, enfatizando que a proteção ao país é prioridade.
"Cada soldado da Colômbia tem agora uma ordem: todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia deve se retirar imediatamente da instituição."
Qual é o impacto das acusações de Trump?
Ao descrever a Colômbia como um país "administrado por um homem doente", Trump intensificou a crise diplomática entre os dois países. As acusações feitas sem provas contra Petro adicionaram combustível a uma situação já inflamável, especialmente após o sequestro e julgamento de Nicolás Maduro nos EUA, que elevou ainda mais as tensões na América Latina.
Com informações da Agência Brasil