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Mundo

Na ONU, embaixador Brasileiro critica ação dos EUA na Venezuela

Em meio a tensões crescentes, o Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião de emergência para abordar o polêmico ataque à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Com olhos do mundo voltados para o

05/01/2026

05/01/2026

Em meio a tensões crescentes, o Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião de emergência para abordar o polêmico ataque à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Com olhos do mundo voltados para o desenrolar dessa crise, as nações se encontram divididas sobre a legitimidade das ações dos Estados Unidos.

Rosemery DiCarlo, subsecretária-geral para assuntos políticos e de construção da paz da ONU, expressou forte desaprovação à operação militar dos EUA na Venezuela, alertando que tais movimentos contra a soberania alheia não são aceitáveis. Segundo ela, garantir a estabilidade mundial exige o comprometimento com a Carta das Nações Unidas por parte de todos os seus membros.

O que motivou a intervenção dos EUA na Venezuela?

O representante dos Estados Unidos, embaixador Michael Waltz, explicou que o país considerou a operação uma medida legal contra dois fugitivos procurados pela Justiça norte-americana. De acordo com Waltz, não se pode permitir que uma das maiores reservas energéticas do planeta esteja sob controle de "inimigos dos Estados Unidos" e líderes considerados ilegítimos.

"Não se pode seguir tendo uma das maiores reservas de energia do mundo sob o controle de inimigos dos Estados Unidos, sob o controle de líderes ilegítimos".

Ele acrescentou que Donald Trump ofereceu alternativas diplomáticas a Maduro, que teriam sido rejeitadas. Waltz acusou ainda o líder venezuelano de liderar uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas e armas, com promessas de apresentar evidências nos tribunais.

Como a Venezuela reagiu à operação?

Em defesa de seu país, o embaixador da Venezuela, Samuel Acosta, denunciou o ato dos EUA como um ataque armado ilegítimo e sem amparo legal. Acosta enfatizou que os acontecimentos constituem uma clara violação da soberania da Venezuela e da Carta da ONU.

"Os eventos de 3 de janeiro constituem uma violação flagrante da Carta da ONU perpetrada pelo governo dos Estados Unidos, em particular a principal violação da soberania nacional, da absoluta proibição do uso ou ameaça de uso da força contra a integridade territorial de qualquer nação".

Ele assegurou que apesar das tensões, as instituições venezuelanas continuam a funcionar normalmente, mantendo a ordem constitucional e o controle territorial.

Qual foi a posição do Brasil nesta crise?

O embaixador do Brasil, Sérgio Danese, também se manifestou contra a intervenção armada dos Estados Unidos, citando a violação da Carta da ONU e do direito internacional. Danese alertou que tal ação poderia abrir precedentes perigosos para a paz mundial.

"Aceitar eventos dessa natureza leva a um cenário de violência, desordem e erosão do multilateralismo. Os efeitos do enfraquecimento da governança internacional já são evidentes. O número de 117 milhões de pessoas em situação de desastre humanitário no mundo reflete as crescentes guerras e crimes contra a humanidade, como o genocídio em Gaza".

Ele fez um apelo para que a exploração de recursos naturais jamais seja usada como justificativa para o uso de força ou mudanças ilegais de governo, afirmando que os fins não justificam os meios.



Com informações da Agência Brasil

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