O palco político da América Latina esquentou nesta terça-feira com uma reunião extraordinária do Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos), onde o Brasil assumiu um papel assertivo na busca pela paz na região. Em jogo estão as recentes ações dos Estados Unidos na Venezuela, incluindo o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, eventos que agitaram o sábado passado.
No encontro, o embaixador brasileiro, Benoni Belli, enfatizou que o destino da Venezuela deve ser decidido pelos próprios venezuelanos, sem interferências externas, ecoando uma posição de respeito à soberania e autodeterminação dos povos. Belli destacou que os episódios recentes são uma ameaça à comunidade internacional e reafirmou o compromisso do Brasil com a paz na América Latina e no Caribe.
Como o Brasil se posicionou na reunião da OEA?
Durante a reunião, o Brasil deixou claro seu descontentamento com a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela. Para o embaixador Benoni Belli, é fundamental que a comunidade internacional respeite as regras do direito internacional, onde o uso da força é restrito e exceções a essa proibição devem seguir as diretrizes das Nações Unidas.
Qual é a visão dos Estados Unidos sobre a situação na Venezuela?
Os representantes norte-americanos defendem que a intervenção não foi um ato contra a democracia venezuelana, mas uma medida para remover um obstáculo ao processo democrático. Segundo eles, recursos estratégicos, como o petróleo venezuelano, não devem ser controlados por nações como Irã, Rússia, China e Cuba.
E os outros países, como reagiram?
- Colômbia: Se manifestou contra a intervenção norte-americana e fez um apelo pela unidade da América Latina contra interferências externas.
- Paraguai: Viu a saída de Maduro como uma esperança de retorno à democracia na Venezuela, apoiando a visão de que isso pode iniciar uma nova fase política no país.
Pretensões futuras da Venezuela em relação à OEA
Vale lembrar que, em 2017, a Venezuela já havia se distanciado da OEA, acusando a organização de interferir em seus assuntos internos. Este movimento reflete a complexa relação entre Caracas e seus vizinhos continentais, destacando a necessidade de diálogo e soluções pacíficas.
Com informações da Agência Brasil