No cenário político internacional, um dos mais delineados conflitos tem como palco a Venezuela. Ao menos 55 vidas foram ceifadas em um ataque cuja intensidade ressoou em meio à fragilidade social e política do país. A capital, Caracas, ainda aguarda confirmação do número oficial de óbitos. Em paralelo, a essência da tragédia é classificada pela publicação do Exército venezuelano que anunciou 23 vítimas, enquanto Cuba lamenta a perda de 32 de seus militares e agentes de inteligência no acontecimento.
Em um movimento tenso no tabuleiro diplomático, a Guarda Costeira dos EUA apreendeu o navio "Marinera", de bandeira russa, de vínculos estreitos com o governo Maduro. Essa ação é parte de uma série de sanções articuladas sob a batuta do então presidente Donald Trump. E mais: quem aparece em apoio à operação é a Força Aérea Real Britânica. Nos noticiários russos, imagens dramáticas de um helicóptero ao lado do petroleiro vazio ecoavam a tensão. Para os Estados Unidos, o vazio do navio indicava uma tentativa de burlar sanções, sendo supostamente utilizado para transportar petróleo venezuelano.
Por que telas internacionais fervilham com a apreensão de navios?
A Reuters aponta que Trump estaria atrás de um acordo estratégico com a Venezuela, sua principal meta: redirecionar o fluxo do petróleo venezuelano que rumava para a China. Essa movimentação colocou um holofote sobre a disputa pela influência e recursos naturais sul-americanos entre as potências mundiais.
Como a China reage à pressão americana?
Não demorou para que a porta-voz do ministério das relações exteriores chinês, Mao Ning, se manifestasse a respeito. Em um pronunciamento categórico em Pequim, reafirmou a soberania venezuelana sobre seus recursos, condenando a atitude americana como um ultraje ao direito internacional. "Tal intimidação viola gravemente o direito internacional, infringe a soberania da Venezuela e viola os direitos do povo venezuelano”, destacou Mao.
Seriam os navios-tanque novos campos de batalha?
A interceptação do "M Sophia", navio-tanque com bandeira panamenha carregado de petróleo venezuelano, em águas internacionais, trouxe à tona novas tensões. A autoridade americana reafirma que qualquer movimentação energética deve estar alinhada com suas diretrizes e segurança nacional, conforme reafirmado por Stephen Miller, da Casa Branca, em suas redes sociais. Essa declaração dá um novo tom àquilo que parece ser uma guerra fria sobre as águas.
*Com informações da agência Reuters
Com informações da Agência Brasil