A tensão entre China e Estados Unidos escalou esta semana após o governo chinês ter criticado com veemência a apreensão de dois navios-petroleiros pela Guarda Costeira dos Estados Unidos em águas internacionais. Os incidentes ocorreram na quarta-feira (7), gerando uma resposta imediata de Pequim, que considera a ação uma violação grave do direito internacional.
Durante uma coletiva de imprensa em Pequim nesta quinta-feira (8), Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, destacou a ilegalidade das sanções e apreensões unilaterais realizadas sem embasamento jurídico internacional ou autorização do Conselho de Segurança da ONU. A declaração sublinha a posição de resistência da China contra qualquer violação à soberania de outros países.
Por que a China está acusando os EUA de violação do direito internacional?
Mao Ning acusou os Estados Unidos de apreenderem arbitrariamente embarcações de outros países, contrariando o direito internacional. A crítica veio com intensidade após a interceptação dos navios-tanques Marinera e M/T Sophia sob alegação de violação às sanções estadunidenses.
O que os EUA alegam sobre a apreensão dos navios?
Segundo o governo dos Estados Unidos, as embarcações estavam sob mandado judicial por estarem transportando petróleo venezuelano, desafiando assim as restrições impostas por Washington. Ambos os navios atualmente eram identificados com bandeiras estrangeiras, mas com questões controversas de registro.
Como aconteceu a perseguição e apreensão do Marinera?
Relatos indicam que a Guarda Costeira dos EUA perseguiu o navio Marinera durante semanas, até interceptá-lo na zona econômica exclusiva da Islândia. O navio, antes registrado com o nome Bella I, teria alterado sua identificação para uma bandeira russa para tentar driblar as sanções.
Qual foi a reação da Rússia à apreensão?
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou as ações dos Estados Unidos, classificando-as como ilegais. Eles exigiram o fim imediato das atividades contra o Marinera e outras embarcações, reforçando que o navio navegava pacificamente com permissão russa.
Apoio da China à Venezuela: qual a posição de Pequim?
Mao Ning reafirmou o apoio chinês à Venezuela, comprometendo-se a defender a autoridade do direito internacional e a estabilidade mundial junto com a comunidade internacional. A China não reconhece legitimação em sanções impostas unilateralmente sobre alegações de violações de direitos humanos.
Com informações da Agência Brasil