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Petro diz que temeu ser capturado pelos EUA assim como Maduro

Em um cenário de tensão política com repercussões internacionais, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, compartilhou suas preocupações em uma entrevista exclusiva ao jornal espanhol El País nesta sexta-feira. Ele revelou ter sentido receio de seguir o

09/01/2026

09/01/2026

Em um cenário de tensão política com repercussões internacionais, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, compartilhou suas preocupações em uma entrevista exclusiva ao jornal espanhol El País nesta sexta-feira. Ele revelou ter sentido receio de seguir o mesmo destino do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que recentemente foi capturado pelos Estados Unidos. Essa apreensão foi, em parte, aliviada após uma conversa telefônica com o presidente americano Donald Trump, na última quarta-feira.

Ao refletir sobre o ambiente político conturbado, Petro considera que a ligação para Trump pode ter sido um ponto de inflexão, minimizando temporariamente o risco de um evento semelhante ocorrer na Colômbia. Mas será que essa calma é duradoura?

Você acha que Petro pode ter o mesmo destino que Maduro?

"Sem dúvidas", afirmou Petro ao ser questionado sobre a possibilidade de encontrar o mesmo destino de Maduro. Ele destacou que "qualquer presidente do mundo pode ser tirado de seu governo se não se alinhar com certos interesses". A ligação com Trump trouxe um alívio momentâneo, mas o presidente colombiano pondera se as ameaças realmente foram neutralizadas.

Quais foram os detalhes revelados da conversa com Trump?

Durante a entrevista, Petro fez uma revelação intrigante: Trump mencionou estar cogitando "fazer coisas ruins" na Colômbia, sugerindo preparativos para uma operação militar. Este tipo de declaração poderia desencadear uma preocupante relação entre os dois países, mas, após a comunicação telefônica, Petro percebeu que as ameaças tinham "congelado". No entanto, ele reconhece sua incerteza quanto a esse alívio ser definitivo.

Como Petro vê a defesa da Colômbia?

Mesmo diante de tais temores, Petro não reforçou a segurança aérea da Colômbia, ressaltando que tradicionalmente os combates no país são internos, sem envolvimento de aeronaves sofisticadas como caças F-16. "O que usamos aqui é a defesa popular e é por isso que convoquei a resistência popular na quarta-feira", afirmou, destacando a importância de mobilizar a população em momentos de crise.

O papel da unidade latino-americana é crucial?

Petro mencionou uma conversa recente com Delcy Rodríguez, quem assumiu a presidência interina da Venezuela após o sequestro de Maduro. Apesar das pressões internas e externas enfrentadas por Rodríguez, Petro destacou a necessidade de fortalecer a unidade latino-americana e buscar soluções políticas para evitar intervenções estrangeiras.

A busca por uma transição política para a Venezuela foi outro ponto comentado, com Petro expressando seu apoio à ideia de eleições livres e governo compartilhado, mas enfatizando que isso deve ser consequência de um diálogo interno entre venezuelanos, não uma imposição externa. Para ele, o papel dos EUA deve ser de facilitadores, ao lado da América Latina, no incentivo a esse diálogo.

“A ideia de uma transição para eleições livres e um governo compartilhado já foi levantada por outros, como Rubio, e está alinhada com a minha proposta. Mas não pode ser imposta de fora, deve surgir do diálogo venezuelano. O papel dos Estados Unidos deve ser o de facilitar esse diálogo, juntamente com a América Latina”.



Com informações da Agência Brasil

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