A Venezuela está se preparando para um "processo exploratório diplomático" com os Estados Unidos, visando restabelecer relações que foram rompidas desde 2019. O comunicado divulgado pelo chanceler Yván Gil na última sexta-feira (9) mencionou que as negociações incluirão a "agressão e o sequestro do Presidente da República e da Primeira-Dama", entre outros assuntos de interesse mútuo.
Esse movimento ocorre quase uma semana após a chocante invasão militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, materializando temores de uma crise diplomática profunda.
O que motivou a retomada das negociações diplomáticas?
Em uma declaração enfática, o governo venezuelano denunciou a "agressão criminosa, ilegítima e ilegal" sofrida pelo país, que resultou em mais de uma centena de mortes entre civis e militares. Este passo diplomático visa abordar tais questões no “marco do direito internacional” e “em estrito apego aos princípios da soberania nacional".
Como o Brasil e a Colômbia estão reagindo?
O sequestro de Nicolás Maduro foi classificado pelo governo brasileiro como uma afronta durante uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA). Em resposta a essa crise, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, se comunicaram para discutir a situação. Ambos expressaram grande preocupação com os eventos recentes e destacaram os riscos à paz e segurança regional.
Que medidas foram tomadas pelo Senado dos EUA?
O Senado dos Estados Unidos respondeu aprovando uma resolução que busca interromper o uso de força contra a Venezuela sem autorização do Congresso. O documento instrui o Presidente a cessar as hostilidades, evitando que a situação se agrave ainda mais.
Quais são as intenções dos EUA para o futuro da Venezuela?
O presidente Donald Trump, em entrevista ao The New York Times, declarou que os EUA podem controlar a receita do petróleo venezuelano por anos. Trump afirmou que os Estados Unidos se apropriaram de 50 milhões de barris de petróleo com fins de refino e venda, sinalizando possíveis intenções econômicas além da questão diplomática.
Com informações da Agência Brasil