Você já ouviu falar sobre a recente conversa entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez? Em uma ligação telefônica realizada na última sexta-feira (9), Lula expressou seu agradecimento a Sánchez pelo esforço na aprovação do acordo Mercosul-União Europeia no Conselho Europeu. Mas o que isso realmente significa para os dois blocos?
Lula deixou claro que a aprovação é um grande passo em direção ao multilateralismo, prometendo benefícios concretos para as populações envolvidas, além de regras comerciais estáveis. "Reiterei a expectativa de que o acordo gere benefícios concretos para as pessoas nos dois blocos", destacou o presidente.
Quais são as expectativas com o acordo Mercosul-União Europeia?
A expectativa é grande. Tanto Lula quanto Sánchez acreditam que o acordo possa trazer vantagens tangíveis para cidadãos dos dois lados do Atlântico. Isso inclui não apenas o fortalecimento das economias, mas estabelece princípios de comércio justo e estável, importantes para o cenário global atual.
Como está a situação na Venezuela?
A ligação entre os dois líderes também abordou a tensa situação na Venezuela, especialmente após o polêmico sequestro do presidente Nicolás Maduro pelos EUA. Em resposta, Brasil e outras nações, como Chile, Colômbia, México e Uruguai, emitiram uma declaração conjunta condenando a divisão mundial em zonas de influência e o uso de força nas relações internacionais sem o respaldo da ONU.
Sánchez e Lula reforçaram a importância do multilateralismo e das negociações pacíficas. Além disso, celebraram a liberação de presos na Venezuela, incluindo quatro espanhóis, um movimento positivo divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.
O que esperar do foro "Em Defesa da Democracia"?
Sánchez compartilhou com Lula sua visão de reforçar os encontros internacionais sobre democracia e combate aos extremismos, mencionando a organização, nos próximos meses, de uma nova edição do foro “Em Defesa da Democracia” na Espanha. Esta seria uma continuidade das discussões já realizadas em Santiago e Nova York, reforçando o compromisso com o diálogo democrático global.
Com informações da Agência Brasil