O governo da Venezuela anunciou, na noite de sexta-feira (9), que uma operação conjunta com os Estados Unidos culminou no retorno do navio petroleiro Minerva. De acordo com o comunicado assinado pela PDVSA, estatal petrolífera venezuelana, a embarcação havia deixado o país sem pagamento ou a devida autorização.
“Graças a essa primeira exitosa operação conjunta, o navio se encontra navegando em regresso às águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes”, informa a nota oficial.
O próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em suas redes sociais que, em coordenação com as autoridades interinas da Venezuela, foi apreendido um petroleiro que saiu do país sem autorização. "Este navio-tanque está agora a caminho de volta para a Venezuela, e o petróleo será vendido através do Grande Acordo Energético, que criamos para esse tipo de venda", escreveu Trump.
O que motivou o retorno do navio?
A operação ocorreu no mesmo dia em que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, abordou o "processo diplomático" para a possível abertura de embaixadas dos EUA. Essa coincidência de eventos não passou despercebida. Delcy Rodríguez ressaltou que o principal objetivo é condenar a agressão ao povo venezuelano, referindo-se a ações passadas envolvendo intervenção e prisão do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
“Usaremos nossa diplomacia bolivariana de paz para defender a estabilidade, o futuro e nossa sagrada soberania”, reafirmou Delcy Rodríguez. Ela enfatizou que o retorno de Maduro e Cilia Flores é uma questão de "paciência e determinação estratégica".
A abordagem diplomática parece ser a resposta escolhida pela Venezuela para tratar das tensões com os Estados Unidos, visando proteger o país e garantir a estabilidade.
Com informações da Agência Brasil