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CEO de petroleira dos EUA a Trump: “é inviável investir na Venezuela”

Você já pensou nas complexidades de investir em um país rico em recursos naturais, mas com estruturas econômicas e legais desafiadoras? Foi exatamente isso que o CEO da ExxonMobil, Darren Woods, discutiu em uma reunião com Donald Trump, o então presidente

10/01/2026

10/01/2026

Você já pensou nas complexidades de investir em um país rico em recursos naturais, mas com estruturas econômicas e legais desafiadoras? Foi exatamente isso que o CEO da ExxonMobil, Darren Woods, discutiu em uma reunião com Donald Trump, o então presidente dos Estados Unidos, na última sexta-feira. Woods destacou que, sob as condições legais e comerciais atuais, investir no setor petrolífero da Venezuela é simplesmente inviável.

Em um comunicado divulgado pela ExxonMobil, Woods frisou que as leis vigentes na Venezuela apresentam barreiras significativas aos investimentos. Segundo ele, "se analisarmos as estruturas legais e comerciais vigentes hoje na Venezuela, veremos que o país é inviável para investimentos". É uma situação complicada para qualquer um pensando em expandir ou empreender no setor petrolífero por lá.

Por que a Venezuela não é atraente para investidores?

O CEO da ExxonMobil deixou claro para Trump que, para tornar os investimentos viáveis, a Venezuela precisaria passar por reformas drásticas em suas estruturas comerciais e jurídicas. "É necessário haver proteções duradouras para os investimentos, e as leis de hidrocarbonetos do país precisam ser alteradas", afirmou Woods. Trata-se de uma mudança que exigiria uma vontade política considerável de ambas as partes.

Qual a solução proposta pela ExxonMobil para o impasse?

No final de seu comunicado, Woods abriu uma porta para o diálogo, mencionando que estaria disposto a enviar uma equipe à Venezuela, desde que convites e garantias de segurança fossem assegurados pelo governo local. "Acredito que podemos contribuir para levar o petróleo bruto venezuelano ao mercado e obter um preço justo, ajudando assim a melhorar a situação financeira do país", disse ele.

Essa estratégia pode ser vista como uma saída mútua, que busca equilibrar os interesses econômicos de todos os envolvidos, sem mencionar os milhares de venezuelanos que poderiam se beneficiar com um uso mais equilibrado e transparente dos recursos naturais do país.

Qual é o histórico da ExxonMobil na Venezuela?

A relação da multinacional com a Venezuela data da década de 1940, embora tenha saído do país há 20 anos devido a complicações legais e confisco de seus bens. "Nossos bens foram confiscados lá duas vezes. Portanto, você pode imaginar que uma terceira entrada exigiria mudanças bastante significativas em relação ao que vimos historicamente aqui e ao que é a situação atual", recordou Woods.

O que o futuro reserva para a ExxonMobil e outros investidores no território venezuelano ainda é incerto. Entretanto, uma coisa é clara: para que o recurso valioso que é o petróleo seja tornado um ativo benéfico para a população, são necessárias reformas profundas e acordos bem-estruturados entre as principais partes envolvidas.



Com informações da Agência Brasil

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