A política internacional tem sido um campo de tensão e negociação, especialmente entre México e Estados Unidos. Recentemente, a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, deixou claro em uma conversa telefônica com o presidente estadunidense, Donald Trump, que não aceita qualquer tipo de ação estrangeira no território mexicano. Esta reafirmação da soberania mexicana sinaliza a importância das relações bilaterais para a segurança pública de ambos os países, mas com limites bem definidos.
"O povo do México tem que saber, primeiro, que sua presidenta nunca vai negociar a soberania e a integridade territorial. Jamais. Segundo, que buscamos coordenação sem subordinação, como iguais. E terceiro, que isso é permanente. Já temos quase um ano de relação com o presidente Trump e teve seus momentos. E, se for necessário chamar uma mobilização, nós vamos fazer. Mas sempre buscamos um diálogo que nos permita avançar”, destacou.
O que está por trás das ameaças dos EUA ao México?
A tensão entre México e Estados Unidos se intensificou após o presidente Donald Trump ameaçar realizar ataques no território mexicano contra cartéis de drogas. Este é um movimento típico de Trump, que recentemente já invadiu a Venezuela e ameaçou outros países como Cuba, Colômbia e Dinamarca, demonstrando uma política externa agressiva.
Quais avanços estão sendo discutidos entre México e EUA?
Durante sua conversa com Trump, Sheinbaum afirmou que houve uma diminuição de 50% no tráfico de fentanil do México para os Estados Unidos, um progresso significativo em combate ao tráfico de uma droga sintética que causa uma epidemia nos EUA. Além disso, a presidenta mexicana reiterou sua posição contrária a intervenções estrangeiras, propondo mediar potenciais diálogos entre os EUA e Cuba.
Claudia Sheinbaum destacou que a conversa com Trump foi muito positiva e que houve respeito mútuo, indicando um caminho aberto para o diálogo contínuo.
Como a Groenlândia se protege das ameaças norte-americanas?
A Groenlândia, também sob ameaça dos Estados Unidos, reforçou sua postura de defesa, afirmando seu papel como parte do território autônomo da Dinamarca. O governo groenlandês comunicou o aumento de esforços para garantir a defesa do território ártico e rejeitou o desejo de Trump de controle sobre a ilha. Afirmaram, ainda, que sua defesa está confiada à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), da qual os EUA também fazem parte.
Com informações da Agência Brasil