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Mundo

Protestos no Irã diminuem após forte repressão, dizem moradores

A situação no Irã, após uma onda de protestos, parece estar se acalmando, mas a tensão ainda persiste no ar. De acordo com um grupo de direitos humanos e relatos de moradores locais, a forte repressão imposta pelo governo tem sido eficaz em conter as mani

16/01/2026

16/01/2026

A situação no Irã, após uma onda de protestos, parece estar se acalmando, mas a tensão ainda persiste no ar. De acordo com um grupo de direitos humanos e relatos de moradores locais, a forte repressão imposta pelo governo tem sido eficaz em conter as manifestações. Em meio a esse contexto, os Estados Unidos ameaçam intervir caso as mortes continuem a ocorrer.

O presidente americano, Donald Trump, que anteriormente deu sinais de uma possível ação militar em apoio aos manifestantes, deu um passo atrás ao afirmar que foi informado sobre a diminuição das mortes na repressão. Mas o que isso significa para a estabilidade na região?

O que levou o Irã a reprimir os protestos com força?

Desde o final de dezembro, o Irã viu uma crescente insatisfação popular. Os protestos começaram motivados pela inflação galopante, consequência direta de sanções que paralisaram a economia, transformando-se rapidamente em um dos maiores desafios ao establishment clerical iraniano desde a Revolução Islâmica de 1979.

Quais as reações internacionais diante desta crise?

A pressão internacional sobre o Irã tem aumentado. Os EUA, com seus aliados Arábia Saudita e Catar, têm conduzido intensa diplomacia para evitar um ataque militar, temendo as consequências na já volátil região. Autoridades do Golfo alertaram que qualquer ação militar terá impactos inevitáveis não só para o Oriente Médio, mas também para os próprios Estados Unidos.

Como está a situação em Teerã e outras cidades iranianas?

A comunicação com o resto do mundo está difícil devido a um blecaute na internet imposto pelo governo, mas relatos de moradores indicam que Teerã está calma nos últimos dias, com drones sobrevoando a cidade sem indícios de protestos recentes. O grupo de direitos curdo-iraniano Hengaw confirmou que não houve reuniões de protesto desde domingo, e a presença militar pesada continua em áreas anteriormente afetadas pelas manifestações. Eles relatam: "Nossas fontes independentes confirmam forte presença militar e de segurança em cidades e vilas onde os protestos ocorreram, e em vários locais que não sofreram grandes manifestações."

Nesse ambiente de tensão e incertezas, as ruas em cidades costeiras do norte, como as do Mar Cáspio, também apresentam tranquilidade aparente, embora a situação continue sendo monitorada de perto pelo governo americano.



Com informações da Agência Brasil

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