A atual tensão entre os Estados Unidos e o Irã está em um ponto crítico, e as trocas constantes de ameaças podem ter um efeito dominó na economia global, impactando diretamente o preço do petróleo. Enquanto o mundo observa preocupado, resta saber até onde essa disputa irá.
Para aumentar a pressão, a Casa Branca enviou ao Oriente Médio o porta-aviões Abraham Lincoln, sua maior imponência marítima, prometendo retaliações severas caso Teerã não ceda nas negociações sobre o desenvolvimento de armas nucleares.
Como a escalada de tensão afeta o preço do petróleo?
A resposta rápida do Irã, intensificando suas atividades no estratégico Estreito de Ormuz, onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, acendeu o alerta global. A possibilidade de o Irã fechar o estreito como retaliação eleva o nervosismo do mercado e já fez o preço do barril subir rapidamente.
Para onde vão os protestos no Irã?
Protestos se alastram pelo país desde o início de 2026, em uma contestação aberta contra o regime teocrático, provocando uma repressão brutal. Com um saldo devastador de mortos e presos, a população protesta contra a falta de liberdade e a crise econômica sufocante, intensificada pelas sanções americanas.
O regime de Teerã enxerga interferência estrangeira como combustível para os protestos, enquanto aumenta suas medidas de controle interno, inclusive com apagões digitais e forte repressão.
Quais são as possíveis ações dos Estados Unidos?
Diante do cenário, Donald Trump considera ações militares pontuais para estimular os opositores ao regime. Contudo, essa empreitada poderia provocar ataques de retorno aos países aliados dos EUA e aumentar a instabilidade na região.
“Quem age como terrorista deve ser tratado como terrorista”, destaca a chefe da Diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, sentenciando o destino de governantes que causam a própria queda por silenciar seu povo.
Fonte: Reuters, RTP e Lusa.
Com informações da Agência Brasil