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Em fórum, Brasil e Rússia defendem energia nuclear para fins pacíficos

Na última quinta-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, se encontraram em Brasília para discutir um tema que é crucial para o futuro global: a energia nuclear. Os dois líderes, representando seus países no

05/02/2026

05/02/2026

Na última quinta-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, se encontraram em Brasília para discutir um tema que é crucial para o futuro global: a energia nuclear. Os dois líderes, representando seus países nos Brics, defendem o uso de energia nuclear exclusivamente para fins pacíficos. Esse foi um dos principais tópicos de conversas durante o Fórum Empresarial Brasil-Rússia realizado no Itamaraty.

Por que isso é importante? A energia nuclear oferece uma fonte poderosa de eletricidade com baixas emissões de carbono e desempenha um papel fundamental na medicina nuclear, através de radioisótopos medicinais. Desta forma, tanto Brasil quanto Rússia manifestaram interesse em ampliar iniciativas em conjunto nessa área para atender o setor de saúde.

O que a parceria Brasil e Rússia busca alcançar?

No evento, além do uso pacífico da energia nuclear, o Brasil e a Rússia enfatizaram projetos conjuntos como a geração de energia nuclear e o ciclo de combustível nuclear. Estas parcerias pretendem também modernizar a base jurídica da cooperação entre as duas nações. Os investimentos ainda englobarão setores como a indústria farmacêutica, construção naval, tecnologias digitais e segurança cibernética.

Como o multilateralismo se encaixa nessa aliança?

O multilateralismo foi um tema forte discutido durante o encontro, com críticas ao uso de "medidas coercitivas unilaterais", ações vistas como ilegais à luz do direito internacional. Sem direcionar diretamente a críticas a qualquer nação, Brasil e Rússia destacaram que tais ações ferem os direitos humanos e prejudicam o desenvolvimento sustentável dos países atingidos.

Recentemente, o Tratado New Start, um acordo nuclear entre EUA e Rússia, chegou ao fim, o que torna as questões de multilateralismo e cooperação ainda mais urgentes.

Quais são as oportunidades para a agricultura?

Um aspecto amplo da parceria inclui o setor agrícola. Alckmin e Mishustin destacaram o papel central de ambos os países na segurança alimentar global. O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, enquanto a Rússia fornece insumos estratégicos para a agricultura. A intenção é expandir a cooperação também nesse campo, aumentando o comércio e transferência tecnológica.

“O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. A Rússia, por sua vez, é ator de primeira ordem no fornecimento de insumos estratégicos para a agricultura”, ressaltou Alckmin.

O que prevê o futuro comercial entre os países?

Para 2025, o fluxo comercial entre os países chegou a US$ 11 bilhões, com maior volume de importações para o Brasil. Contudo, ainda houve concentração em produtos primários e baixa diversificação. A ideia é fortalecer parcerias em áreas como tecnologia, energia e saúde para impulsionar os produtos industrializados.

“O governo brasileiro está comprometido em oferecer previsibilidade, segurança jurídica e ambiente favorável aos negócios”, assegurou Alckmin.

Quais são as perspectivas para transferência de tecnologia?

Mishustin destacou que ambos os países veem boas perspectivas para a cooperação na área farmacêutica. Ele mencionou a criação de condições favoráveis para produtos inovadores russos no mercado brasileiro, especialmente para oncologia e diabetes. Além disso, a colaboração em áreas como cibersegurança e inteligência artificial poderá garantir avanços significativos sob a perspectiva da soberania digital.

Em fórum, Brasil e Rússia defendem energia nuclear para fins pacíficos
Mikhail Mishustin defende que Brasil e Rússia têm "boas perspectivas" para a cooperação na área farmacêutica - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Essas discussões são um reflexo de uma parceria mais intensa entre países que buscam cooperação em prol de impactos concretos nas duas nações, sempre considerando os padrões globais e contrarregras com a atual geopolítica mundial.



Com informações da Agência Brasil

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