28° 25° | Rio de Janeiro - RJ

Dólar |

Euro |

Peso | 3.20


lupa
lupa
lupa
Mundo

Embaixador de Cuba chama de genocídio medidas de Trump sobre petróleo

Nesta nova crise enfrentada por Cuba, o embaixador de Cuba no Brasil, Adolfo Curbelo Castellanos, usa palavras fortes para descrever o impacto do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. Essa medida é vista pelo embaixador como uma "política genoc

18/02/2026

18/02/2026

Nesta nova crise enfrentada por Cuba, o embaixador de Cuba no Brasil, Adolfo Curbelo Castellanos, usa palavras fortes para descrever o impacto do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. Essa medida é vista pelo embaixador como uma "política genocida", que tem como objetivo privar a população cubana de seus meios de subsistência. Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, ele discute como esta situação, que se arrasta há quase sete décadas desde a Revolução Cubana de 1959, afeta o dia a dia na ilha.

O embargo que já completa 66 anos se intensificou novamente, ameaçando a soberania de Cuba e a vida de seus habitantes. Adolfo Curbelo relata como a impossibilidade de importar petróleo devido às sanções dos EUA impacta, e muito, no fornecimento de energia elétrica do país. Afinal, como lidar com uma crise desse porte quando mais de 80% da energia da ilha depende de derivados de petróleo?

Como o bloqueio energético afeta Cuba no cotidiano?

A falta de energia afeta todos os aspectos da vida cubana. "Sem energia, tudo fica comprometido", afirma Curbelo. O país precisa de petróleo para gerar eletricidade, algo que não pode simplesmente importar por direito soberano, violado pelos Estados Unidos. Segundo o embaixador, esta situação coloca o povo cubano em uma luta pela sobrevivência, uma verdadeira guerra não convencional.

O que provocou esse novo endurecimento das sanções?

Em 29 de janeiro, o governo dos EUA, sob a presidência de Donald Trump, colocou Cuba na lista de ameaças à segurança nacional dos EUA. Alegando o alinhamento de Havana com Rússia, China e Irã, os Estados Unidos impuseram tarifas a produtos de países que forneçam petróleo para Cuba, deteriorando ainda mais a já crítica situação energética da ilha. "Cuba vem sendo forçada a adotar medidas de austeridade extremas", revela o diplomata.

Quais medidas Cuba está tomando para contornar a crise energética?

Mesmo diante de desafios imensos, Cuba busca soluções criativas. "Estamos investindo na expansão da energia solar" e adotando medidas de austeridade para proteger o que é essencial. Entre as prioridades, hospitais e escolas têm se beneficiado de esforços para eletrificação, enquanto painéis solares oferecem uma alternativa energética crucial. Recentemente, a capacidade de geração de energia solar fotovoltaica saltou de 3% para 10% da energia no país.

O turismo e outras áreas foram afetadas?

De fato, o bloqueio atinge outros setores, principalmente o turismo, vital para a geração de divisas necessárias para importação de petróleo. Eventos recentes demonstram a fragilidade do setor, como a suspensão de voos por empresas aéreas que não conseguem reabastecer suas aeronaves. "O bloqueio é, em essência, uma tentativa de privar o povo cubano dos seus meios de sobrevivência", conclui o embaixador.

Apoio internacional: existe solidariedade para Cuba?

A condenação internacional contra essa política dos EUA tem sido robusta, com países do Movimento Não Alinhado, Rússia e China, denunciando essa agressão e oferecendo auxílio à resistência cubana. "Creio que a solidariedade internacional seja uma parte fundamental da nossa luta", diz Curbelo. A ajuda prática também está em crescimento, como demonstra a recente remessa de arroz da China e ajuda humanitária do México.



Com informações da Agência Brasil

Tags