Na madrugada desta quinta-feira (19), em Nova Délhi, Índia, o presidente Lula destacou a importância da governança global da Inteligência Artificial durante a Cúpula sobre o Impacto dessa tecnologia. Ele chamou a atenção para a necessidade de uma ação coletiva para enfrentar os desafios que essas inovações trazem. Você sabia que, segundo Lula, a Quarta Revolução Industrial está crescendo rápido, enquanto as colaborações entre países estão diminuindo?
Imagine as tecnologias mudando o cenário mundial e, ao mesmo tempo, esbarrando em questões éticas e políticas. É esse o cenário que o presidente Lula alerta que estamos enfrentando. Continue lendo para entender como essa inovação pode impactar nossas vidas de forma positiva e negativa.
Que impactos a Inteligência Artificial pode gerar na sociedade?
Pros e contras: essa é a dualidade apontada por Lula. Enquanto a Inteligência Artificial pode aumentar a produtividade industrial e melhorar serviços públicos e médicos, também levanta preocupações sérias. Você sabia que ela pode ser usada para criar armações perigosas, como armas autônomas e a disseminação de discurso de ódio e desinformação?
"Elas impactam positivamente a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina, a segurança alimentar e energética e a forma como conectamos uns com os outros. Mas também podem fomentar práticas extremamente nefastas, como o emprego de armas autônomas, discurso de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho".
Como a manipulação de conteúdo por inteligência artificial ameaça a democracia?
Lula levanta um ponto crítico sobre como a manipulação de conteúdos por inteligência artificial pode distorcer processos eleitorais e ameaçar a democracia. Alguma vez você já pensou que os algoritmos, que parecem ser simples códigos matemáticos, são na verdade partes de uma complexa estrutura de poder?
"Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia. Os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital. São parte de uma complexa estrutura de poder".
Qual a relação entre a inteligência artificial e as desigualdades sociais?
Sem uma abordagem coletiva, a tendência é que a Inteligência Artificial amplifique desigualdades já existentes. Segundo Lula, as capacidades computacionais e os recursos estão concentrados nas mãos de poucos países e grandes corporações. Isso soa perigoso, não?
"Capacidades computacionais, infraestrutura e capital permanecem excessivamente concentrados em poucos países e empresas. Os dados gerados por nossos cidadãos, empresas e organismos públicos estão sendo apropriados por poucos conglomerados, sem contrapartida equivalente em geração de valor e renda em nossos territórios".
Por que regular as grandes empresas de tecnologia?
Lula defende a regulação das big techs para proteger os direitos humanos na esfera digital e a integridade da informação. Em suas palavras, quando um pequeno grupo controla os algoritmos, falamos menos de inovação e mais de dominação. Faz sentido pra você?
"A regulamentação das chamadas big techs está ligada ao imperativo de salvaguardar os direitos humanos na esfera digital, promover a integridade da informação e proteger as indústrias criativas de nossos países. O modelo atual de negócio dessas empresas depende da exploração de dados pessoais, da renúncia do direito à privacidade e da monetização de conteúdos chamativos que amplificam a radicalização política".
Qual é a visão de Lula sobre uma governança internacional da Inteligência Artificial?
Para combater esses desafios, Lula também afirmou que é essencial seguir a universalidade das Nações Unidas, advogando por uma governança internacional da Inteligência Artificial que seja multilateral, inclusiva e focada no desenvolvimento.
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Com informações da Agência Brasil