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Mundo

Lula diz que Sul Global pode mudar a lógica econômica do mundo

Imagine um mundo onde as potências emergentes e os países em desenvolvimento tomam a dianteira nas negociações globais. Foi exatamente essa a visão expressada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua recente visita à Índia. Em uma coletiva de

22/02/2026

22/02/2026

Imagine um mundo onde as potências emergentes e os países em desenvolvimento tomam a dianteira nas negociações globais. Foi exatamente essa a visão expressada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua recente visita à Índia. Em uma coletiva de imprensa, antes de partir em direção à Coreia do Sul, Lula destacou a importância da união entre os países do Sul Global para "mudar a lógica econômica" do planeta. Mas como exatamente isso se desenrola em meio às complexas relações internacionais? Continue lendo para descobrir.

Durante sua fala, Lula enfatizou os desafios históricos enfrentados por nações menos desenvolvidas ao negociar com superpotências. Ele defendeu a união de países como Índia, Brasil e Austrália, argumentando que juntos, eles podem se fortalecer e remodelar o cenário econômico global.

Por que a união dos países em desenvolvimento é tão crucial?

Lula afirmou que a união dos países em desenvolvimento pode, sim, trazer uma mudança de paradigma na economia mundial. Mas por quê? Ele destacou que, historicamente, esses países têm sido "colonizados" tanto economicamente quanto tecnologicamente.

  • Empoderamento econômico: Ao unirem forças, essas nações podem negociar termos mais favoráveis com grandes potências.
  • Redução da dependência: A ideia é criar um cenário em que essas nações possam desfrutar de relações mais igualitárias e menos dependentes de superpotências.

O papel do Brics nessa nova visão?

De acordo com Lula, o grupo Brics tem sido uma plataforma bastante promissora para essa mudança desejada. Mas o que realmente está acontecendo dentro deste bloco?

Lula mencionou que o Brics, antes marginalizado, está "ganhando uma cara" ao criar novas instituições e propostas, como um banco próprio. Ele também negou rumores sobre a criação de uma moeda única para o bloco, enfatizando a necessidade de usar suas moedas nacionais para reduzir custos e dependências.

Como os Estados Unidos se encaixam nesse cenário?

A relação entre Brasil e Estados Unidos também foi tema das discussões de Lula. Ele manifestou interesse em parcerias voltadas para o combate ao crime organizado, especialmente ao narcotráfico.

  • Colaboração Internacional: Lula enfatizou a importância de a Polícia Federal brasileira colaborar com forças de segurança em outros países.
  • Interesses comuns: Se os EUA estiverem dispostos a combater esse tipo de crime, Lula declarou que o Brasil estará pronto para colaborar.

O que aconteceu durante o encontro com Narendra Modi?

Na Índia, Lula e o primeiro-ministro Narendra Modi centraram suas discussões no fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. O objetivo? Tornar tanto o Brasil quanto a Índia ainda mais desenvolvidos economicamente.

Além disso, as conversas com empresários indianos foram extremamente positivas, segundo Lula. Eles demonstraram um grande otimismo em relação ao Brasil.

Quais são as próximas etapas para o Brasil no cenário global?

Com a Ásia em seu itinerário, Lula está focado em parcerias estratégicas que podem transformar o futuro econômico do Brasil. Em Seul, na Coreia do Sul, Lula participará de discussões para adotar um Plano de Ação Trienal que procura solidificar a parceria entre os dois países até 2029.

Lula ressalta que é fundamental que o processo de transformação econômica e a exploração de recursos naturais ocorram dentro do Brasil, agregando valor ao país e impedindo que ele continue apenas exportando matéria-prima.

Esses movimentos revelam um Brasil que busca modificar sua postura no cenário global, questionando antigas lógicas econômicas e propondo novas parcerias. Este é apenas o começo de um caminho rumo ao empoderamento e à autonomia econômica.



Com informações da Agência Brasil

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