A captura espetacular de Nemesio Oseguera Cervantes, ou El Mencho, abalou o coração do narcotráfico no México e colocou fim à corrida internacional por um dos criminosos mais procurados do mundo. Procurado pelas autoridades americanas e mexicanas, o líder do notório Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) encontrou seu fim em uma operação orquestrada meticulosamente nas entranhas do estado de Jalisco, México.
Mas como as autoridades conseguiram localizar e cercar um dos homens mais temidos e perigosos do narcotráfico? A resposta envolve uma combinação de inteligência militar de ponta, uma traição inesperada e o auxílio estratégico dos Estados Unidos. Vamos explorar os bastidores dessa operação que promete mudar o cenário do tráfico de drogas no país e além.
O que levou à queda de El Mencho?
No cerne desse desfecho dramático está a localização de uma pessoa de confiança, ligada a uma das namoradas de El Mencho. Foi através dela que as autoridades conseguiram identificar o esconderijo do narcotraficante. Semanas de investigação culminaram em um rastreamento cirúrgico por parte dos serviços de inteligência do México e dos EUA, levando os militares a prepararem uma operação ousada.
Como ocorreu a operação no México?
Em um domingo que prometia ser como qualquer outro, o México enfrentou uma onda de caos após a tentativa de captura. Localizado em Tapalpa, Jalisco, El Mencho estava cercado por seu círculo íntimo quando as forças especiais mexicanas lançaram seu golpe. Equipados com helicópteros e aeronaves modelo Texan, as forças enfrentaram uma resistência feroz dos seguranças do cartel.
Qual foi a reação à morte de El Mencho?
A morte de El Mencho desencadeou uma onda de violência sem precedentes no país. Dezenas de bloqueios, ônibus incendiados e confrontos armados deixaram o México em um estado de alerta máximo. A presidenta Cláudia Sheinbaum anunciou que, após os distúrbios iniciais, a paz havia sido restaurada, mas os destroços dessa batalha eram impossíveis de ignorar.
Como estão os EUA envolvidos?
A parceria entre México e Estados Unidos foi crucial. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou o apoio americano na coleta de informações vitais que culminaram na morte de El Mencho. No entanto, a presidência do México foi rápida em esclarecer que não houve participação militar dos EUA além da troca de informações cruciais.
O que podemos esperar do cartel sem El Mencho?
A advogada especialista em políticas sobre drogas, Gabriela de Luca, adverte que a morte do líder pode não enfraquecer imediatamente o cartel, mas sim reconfigurar o jogo de poder e violência entre os narcotraficantes. "Disputas pelo poder podem levar a uma escalada da violência, enquanto outros indivíduos ganham destaque no controle das rotas e operações", assinala a especialista.
Conforme novos tempos se desenham para o Cartel Jalisco e o narcotráfico no México, autoridades e especialistas monitoram com atenção este momento de transição que pode definir o futuro da segurança no país e na região.
Com informações da Agência Brasil