No turbulento cenário de 2025, o número alarmante de 129 jornalistas sacrificados pela busca da verdade ecoa como um grito a ser ouvido por todos nós. Segundo um relatório divulgado pela Organização Não-Governamental (ONG) Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) nesta quarta-feira, essas perdas representam um recorde trágico e histórico para a imprensa global.
Com sede em Nova York, a CPJ reporta que dois terços dessas mortes são responsabilidade direta das Forças de Defesa de Israel, destacando uma tendência perigosa de silenciamento através da violência. Mas o que está por trás destes números e como podemos reverter esta rotação sombria? Vamos entender mais.
Por que os números de mortes de jornalistas aumentaram?
No ano de 2025, conflitos armados se intensificaram ao redor do mundo, responsáveis por 104 dos 129 assassinatos documentados. Países como Israel, Sudão, México, Rússia e Filipinas, infelizmente, ganharam destaque pelas razões erradas, concentrando 84% dessas fatalidades. Porém, é o território palestino que amarga a maior parte dessas perdas, com uma esmagadora maioria das vítimas pertencendo a essa nacionalidade.
Quem são as principais vítimas e por que?
Uma parte significativa dos vitimados inclui jovens jornalistas como Hossam Shabat, de apenas 23 anos, da TV Al Jazeera, morto em um ataque israelense em março de 2025. Entre os diversas histórias de coragem arriscada, está Anas al-Sharif, outro profissional da Al Jazeera, que sucumbiu sob fogo inimigo em água ainda mais tensas.
Como a impunidade incentiva novos ataques?
"Uma cultura persistente de impunidade para ataques à imprensa" é citada pelo CPJ como um dos fatores a alimentar o perigoso aumento nos assassinatos. Poucas investigações transparentes, somadas à incapacidade dos governos em responsabilizar os agressores, favorecem um clima de insegurança contínuo, afetando países mesmo além das zonas de guerra.
A influência de gangues e estados autoritários
O problema não está isolado aos cenários explícitos de guerra. Em países como Bangladesh, Colômbia, México e Índia, a combinação de governos corruptos e facções criminosas, criam um cenário de alto risco para os jornalistas. Mortes se tornaram eventos recorrentes, e a repetição dessa tragédia estende-se por mais de uma década em alguns locais.
Como o uso de drones amplifica a ameaça?
A guerra de drones também veio intensificar as estatísticas fatídicas, especialmente após 2022, quando Rússia começou a utilizá-los agressivamente. Em 2025, a contagem de mortes atribuídas a esses ataques atingiu a assustadora marca de 39.
Esse prognóstico vem como um alarme sobre os perigos modernos enfrentados por aqueles comprometidos em reportar a verdade ao mundo. Como sociedade, devemos lutar pela segurança desses verdadeiros heróis da informação.
Com informações da Agência Brasil