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Mundo

Quase 8 mil pessoas morreram em rotas migratórias em 2025

Imagine se, em busca de uma vida melhor, você se visse obrigado a enfrentar rotas migratórias extremamente perigosas, como o Mediterrâneo e o Chifre da África. Essa é a realidade de quase 8 mil pessoas que morreram ou desapareceram no ano passado nestes c

26/02/2026

26/02/2026

Imagine se, em busca de uma vida melhor, você se visse obrigado a enfrentar rotas migratórias extremamente perigosas, como o Mediterrâneo e o Chifre da África. Essa é a realidade de quase 8 mil pessoas que morreram ou desapareceram no ano passado nestes cenários, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Infelizmente, o número real pode ser ainda maior, já que cortes no financiamento estão dificultando tanto o acesso humanitário quanto o rastreamento das mortes nesta crise silenciosa.

Com as portas da migração legal se fechando cada vez mais, cresce o empurrão para o perigoso universo dos contrabandistas, enquanto Europa, Estados Unidos e outras regiões apertam a fiscalização e investem pesadamente em medidas de dissuasão. A consequência? Uma catástrofe humanitária silenciosa que é, em grande parte, invisível para o mundo.

Por que o número de mortes pode ser ainda maior?

O ponto crucial aqui está na falta de transparência nos números que chegam ao público. Segundo a OIM, muito do que sabemos é apenas a ponta do iceberg. A redução no financiamento é um entrave direto para o rastreamento preciso e completo das mortes que ocorrem nessas rotas migratórias. Isso resulta em números que, provavelmente, subestimam a gravidade da situação real.

O que tem sido feito para garantir a segurança dos migrantes?

A segurança nos trajetos migratórios continuou a ser uma questão crítica. As vias marítimas, por exemplo, sustentam seu lugar como as mais letais. Apenas no ano passado, pelo menos 2.108 pessoas foram tragicamente perdidas no Mediterrâneo, enquanto 1.047 desapareceram na rota atlântica para as Ilhas Canárias. Estes números alarmantes são um grito desesperado por atenção e ação.

Como podemos reverter essa situação?

A diretora-geral da OIM, Amy Pope, deixou claro em seu comunicado que as mortes não precisam ser inevitáveis. "Precisamos expandir as rotas seguras e regulares e garantir que as pessoas necessitadas possam ser protegidas, independentemente de seu status". Em outras palavras, o chamado é para que possamos agir, revertendo a realidade opressiva que força tantas jornadas perigosas.

Quais regiões enfrentam maior perigo?

Em torno de 3 mil mortes foram registradas na Ásia, a maioria de afegãos. Enquanto isso, 922 pessoas morreram tentando cruzar o Chifre da África em direção ao Golfo, com um aumento acentuado em relação ao ano anterior. Quase todos eram etíopes, muitos dos quais perderam suas vidas em três naufrágios massivos. Esses dados destacam a urgência de refocar esforços humanitários e buscar soluções para essas crises complexas.



Com informações da Agência Brasil

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