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Cubanos relatam cotidiano em Havana: “Pior momento que já vivemos”

Em meio a uma crise que parece não ter fim, os cubanos de Havana enfrentam o que muitos consideram o "pior momento" devido ao fortalecimento do bloqueio energético dos Estados Unidos. Desde o final de janeiro, essa restrição tem intensificado problemas co

27/02/2026

27/02/2026

Em meio a uma crise que parece não ter fim, os cubanos de Havana enfrentam o que muitos consideram o "pior momento" devido ao fortalecimento do bloqueio energético dos Estados Unidos. Desde o final de janeiro, essa restrição tem intensificado problemas como apagões, aumento dos preços de produtos básicos e a redução tanto do transporte público quanto da oferta de alimentos subsidiados.

A crise energética, especialmente grave nas províncias do interior, tem gerado apagões imprevisíveis em Havana, afetando todos os setores. Ivón B. Rivas Martinez, arquiteta e mãe solo, descreve a situação: "Antes, eram quatro horas sem energia por dia, agora são 12 horas".

Cubanos relatam cotidiano em Havana: “Pior momento que já vivemos”

Como o bloqueio está impactando o dia a dia?

Com a ameaça do governo dos EUA de impor tarifas aos países que vendem petróleo para Cuba, a situação energética se tornou crítica. Feliz Jorge Thompson Brown, economista aposentado, acredita que este é o período mais desafiador desde a Revolução de 1959, marcando um retrocesso tanto material quanto espiritual para os cubanos.

Cubanos relatam cotidiano em Havana: “Pior momento que já vivemos”

Quais serviços são afetados pelo bloqueio?

Os apagões têm interrompido o funcionamento de serviços básicos em Havana. Segundo Ivón, a falta de energia afeta a distribuição de água, a operacionalidade de caixas eletrônicos e até o funcionamento dos cartórios. "Se não há eletricidade, os serviços ficam paralisados", relata.

Quais são os desafios enfrentados pelos cubanos no cotidiano?

O acesso a itens básicos de consumo viu um aumento brusco nos preços, um reflexo direto do bloqueio energético intensificado. Arroz, óleo e carne de frango, alimentos essenciais, ficaram consideravelmente mais caros, colocando ainda mais pressão sobre os cidadãos.

O transporte também foi severamente impactado, com uma redução drástica na quantidade de linhas disponíveis. A situação no transporte público é crítica, com poucas viagens diárias, tornando difícil a mobilidade dos moradores.

Como a saúde e a educação estão sendo afetadas?

A crise energética colocou um ônus significativo sobre o sistema de saúde. Muitos médicos enfrentam dificuldades para se locomoverem, resultando em cancelamentos de consultas e priorização de casos de emergência. Ivón destaca que a falta de medicamentos está afetando não só aqueles que dependem deles, mas a sociedade como um todo.

No entanto, a educação tem resistido. Escolas continuam a operar, com crianças estudando próximo de casa. Robin, filho de Ivón, segue frequentando sua aula de música gratuita, garantindo um respiro cultural em meio à crise.

Cubanos relatam cotidiano em Havana: “Pior momento que já vivemos”

Qual é o impacto do bloqueio no regime cubano?

Apesar da pressão, Ivón acredita que o bloqueio não alcançará seu objetivo de mudar o regime de Cuba. "O cubano está focado em prover para sua família. Quem deseja algo diferente sonha em emigrar", comenta a arquiteta, enquanto Feliz Jorge reforça que Cuba continua a desafiar o poderio dos EUA na América Latina, mostrando resiliência diante das adversidades.



Com informações da Agência Brasil

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