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Mundo

Brasil deve adotar cautela entre EUA e Irã, parceiro do Brics

Você sabia que o Brasil está adotando uma postura cautelosa em meio aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã? A atitude do governo brasileiro é influenciada por suas relações com os americanos e o Irã, este último sendo parte do Brics, uma alianç

28/02/2026

28/02/2026

Você sabia que o Brasil está adotando uma postura cautelosa em meio aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã? A atitude do governo brasileiro é influenciada por suas relações com os americanos e o Irã, este último sendo parte do Brics, uma aliança estratégica de países emergentes que inclui também a Rússia e a China. E você, já refletiu sobre como essas relações internacionais podem impactar a economia brasileira?

No último sábado, o Brasil condenou a ofensiva de mísseis realizada por americanos e israelenses, destacando a importância do diálogo como meio para alcançar a paz. Vamos explorar o que está realmente em jogo nesse cenário internacional e o papel do Brasil nesse contexto complexo.

Como o Brasil está respondendo aos ataques ao Irã?

O Brasil se manifestou oficialmente, por meio de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, condenando os ataques e defendendo o diálogo como caminho para a paz. O comunicado enfatiza: "O Brasil apela a todas as partes que respeitem o direito internacional e exerçam máxima contenção, evitando a escalada de hostilidades e garantindo a proteção de civis e da infraestrutura civil." Mesmo com as negociações sobre o programa nuclear iraniano em curso, os Estados Unidos e Israel prosseguiram com os ataques, levando o Irã a retaliar contra bases americanas em países vizinhos.

Qual a posição estratégica do Brasil entre os Estados Unidos e o Irã?

Para Feliciano de Sá Guimarães, do Instituto de Relações Internacionais da USP, o Brasil deve buscar uma "posição intermediária". Considerando que o Irã agora é parte dos Brics, o Brasil precisa equilibrar suas relações sem tomar partido flagrante contra o Irã ou os Estados Unidos, especialmente tendo em vista negociações tarifárias com o governo americano. Há expectativas de que o presidente Lula se encontre com Trump, reforçando a importância dessa diplomacia cuidadosa.

O impacto das tarifas americanas nas relações bilaterais

Desde agosto, produtos brasileiros foram taxados em até 50% pelos Estados Unidos como parte de uma medida de proteção à economia local. Entretanto, houve avanços nas negociações para reduzir ou retirar essas tarifas. Estes diálogos ocorrem em meio a um cenário em que a Suprema Corte dos EUA derrubou a taxação anterior imposta por Trump. Como você pode imaginar, tais medidas tarifárias têm um impacto direto nas relações comerciais entre Brasil e EUA.

Quais são as implicações econômicas do conflito para o Brasil?

O professor Williams Gonçalves, da Uerj, ressalta que a posição de cautela é estratégica, já que o Brasil é um dos membros fundadores do Brics, ao lado de potências como a Rússia e a China, que também têm laços com o Irã. A escalada do conflito pode afetar diretamente o preço do petróleo, elevando os custos para o Brasil. Em contrapartida, como grande exportador de milho e soja para o Irã, o Brasil também observa atentamente as rotas de exportação.

O futuro das negociações internacionais do Brasil

Leonardo Paz Neves, da Fundação Getulio Vargas, sugere que apesar da criticidade da situação, o Brasil provavelmente manterá um papel de espectador crítico, evitando maior envolvimento. Com o presidente Lula planejando viagem aos Estados Unidos, a expectativa é promover uma diplomacia que equilibre críticas e diálogos construtivos, especialmente em meio a prolongadas negociações comerciais.

Em tempos de tensão global, como o Brasil, que sempre defendeu a autodeterminação dos povos, manterá sua posição de cautela e diálogo?



Com informações da Agência Brasil

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