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Alvo de ataques, Irã detém terceira maior reserva de petróleo no mundo

O Irã, localizado no estratégico Golfo Pérsico, é um país que está constantemente sob os holofotes do cenário internacional. Destacando-se como a terceira maior reserva de petróleo do mundo, o país também enfrenta uma persistente crise econômica, motivo p

28/02/2026

28/02/2026

O Irã, localizado no estratégico Golfo Pérsico, é um país que está constantemente sob os holofotes do cenário internacional. Destacando-se como a terceira maior reserva de petróleo do mundo, o país também enfrenta uma persistente crise econômica, motivo pelo qual sua população frequentemente toma as ruas em protestos. Os Estados Unidos acusam o Irã de ser uma ameaça global em função de seu ambicioso programa nuclear, uma tensão que se arrasta desde a década de 1950. Mas, afinal, o que está por trás dessa complexa relação internacional e como isso afeta o Brasil?

Mesmo em meio a todas essas turbulências, o Irã continua sendo um parceiro comercial significativo para o Brasil. No último ano, as transações entre os dois países atingiram quase US$ 3 bilhões. O Brasil exporta principalmente commodities como milho e soja, enquanto do Irã vêm adubos e fertilizantes, compondo 0,84% das importações brasileiras. Vamos desvendar o impacto dessa parceria na economia e política regional?

O que motiva os protestos populares no Irã?

Os protestos no Irã não são novidade; eles mantêm viva uma pauta de reivindicações históricas. Em dezembro de 2017, por exemplo, manifestações pacíficas contra a restrição de direitos, inclusive políticos, tiveram início em Mashhad, segunda maior cidade do país, alastrando-se por todo o território. O índice de liberdade de imprensa no Irã é um dos piores do Oriente Médio, ocupando a quinta pior posição segundo a Repórteres sem Fronteiras (RSF) em 2025. Essas manifestações populares buscam não apenas direitos civis, mas também desafiam a severa censura imposta à comunicação no país.

Como a imprensa internacional retrata a situação iraniana?

A mídia internacional tem mostrado um Irã em estado de agitação, com protestos liderados por universitários que voltaram às ruas após forte repressão governamental. De acordo com a BBC, em janeiro, os confrontos entre agentes governamentais e manifestantes resultaram na morte de centenas de pessoas, e houve até bloqueio de internet por determinação do governo. Esses episódios levantam questões sobre os limites de repressão e o clamor por direitos dentro de uma nação rica em recursos, porém socialmente conturbada.

Qual o papel dos EUA na tensão com o Irã?

O confronto com o Irã é usado por Donald Trump para justificar suas incursões, coordenadas agora também com Israel, um adversário declarado do Irã. Críticos de Trump argumentam que o verdadeiro motivo por trás das ações norte-americanas seriam as vastas reservas de petróleo do Irã, que contam com um volume de 209 bilhões de barris, superando em muito os 74 bilhões dos EUA. A narrativa de busca por petróleo é reforçada por ações como o sequestro de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. A situação gera um efeito dominó, impactando outros países, inclusive o Brasil, que mantém relações comerciais significativas com o Oriente Médio.



Com informações da Agência Brasil

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