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Mundo

Morte de Khamenei repercute entre aliados e adversários do Irã

A morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, mexeu profundamente com o cenário político global, atraindo atenção tanto de aliados quanto de adversários. O falecimento ocorreu durante bombardeios conjuntos de Estados Unidos e Israel no sábado (28

01/03/2026

01/03/2026

A morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, mexeu profundamente com o cenário político global, atraindo atenção tanto de aliados quanto de adversários. O falecimento ocorreu durante bombardeios conjuntos de Estados Unidos e Israel no sábado (28), marcando um ponto crítico no já tenso cenário do Oriente Médio.

Diante deste contexto, a resposta internacional veio rápida e contundente. Ao passo que nações estratégicas como a Rússia e a China condenaram com veemência os assassinatos, os Estados Unidos e Israel deixaram claro seu comprometimento com a continuidade das ações militares. O impacto político desse acontecimento promete ser duradouro, incitando especulações sobre os futuros desdobramentos na região.

O que diz a Rússia sobre a morte de Khamenei?

A reação do Kremlin não deixou dúvidas sobre sua posição: condenação total ao ataque. O presidente Vladimir Putin criticou abertamente os assassinatos de Khamenei e sua família, descrevendo-os como uma "violação cínica de todas as normas". A menção ao "nível de parceria estratégica" entre Moscou e Teerã ressalta o grau de proximidade política existente entre os dois países.

"Khamenei será lembrado como um estadista proeminente", declarou Putin, evidenciando a perda significativa para o país persa.

Como a China reagiu ao ataque?

Na esfera asiática, o governo chinês cargou duro, classificando o evento como uma grave violação. A posição firme de Pequim evidencia uma preocupação com a violação dos princípios da Carta da ONU e das normas internacionais.

"Exigimos a interrupção imediata das operações militares", pontuaram os representantes chineses, clamando por estabilidade global.

Quais são os planos de Israel e EUA após o ataque?

Em uma postura mais agressiva, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou a intenção de continuar os ataques para "desmantelar a infraestrutura" iraniana. O discurso de Netanyahu sugere que esta é uma oportunidade histórica para "libertar" o povo iraniano das "correntes da tirania". Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou uma postura ainda mais enérgica, ameaçando retaliações em caso de contra-ataques iranianos.

"Atacaremos com uma força nunca antes vista”, assegurou Trump, numa sinalização clara da continuidade de sua política externa.

Fumaça cobre capital do Irã, Teerã, após explosões causadas por bombardeios dos Estados Unidos e Israel Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Como reagiram os grupos do Oriente Médio?

Grupos como o Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica e o movimento Huthi se levantaram em defesa do Irã e em repúdio ao ataque. Enquanto o Hamas chamou o ato de "crime hediondo", o Hezbollah prometeu enfrentar a agressão através de todos os meios disponíveis, conforme declarado por seus líderes.

Por sua vez, a Jihad Islâmica e os Huthis expressaram seu compromisso com a "resistência contínua" e rotularam o ataque como "crime de guerra".

Qual a resposta do Irã perante a crise?

Internamente, o Irã anunciou a formação de um Conselho de Liderança Temporária para assegurar a continuidade do governo. Composto por figuras de destaque do aparato de segurança e político do Irã, o conselho terá papel crucial nas decisões estratégicas imediatas. O presidente Masoud Pezeshkian descreveu a morte de Khamenei como uma "declaração de guerra".

Como o Brasil se posiciona diante da escalada de violência?

Enquanto o governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre a morte de Khamenei, expressou através do Ministério das Relações Exteriores sua "profunda preocupação" com as hostilidades na região, alertando sobre possíveis impactos humanitários e econômicos.

Qual a posição do Vaticano e organismos internacionais?

O Papa Leão XIV fez um apelo para o fim da "espiral de violência" no Oriente Médio, enquanto a ONU, através de António Guterres, pediu cessar-fogo imediato. A União Europeia externou suas preocupações, reforçando o apelo por contenção.

Paralelamente, a OMS compartilha preocupações quanto aos riscos à saúde na região, e a AIEA monitora o possível impacto nuclear. O cenário é de atenção contínua por parte de entidades globais.

*Com informações da RTP.



Com informações da Agência Brasil

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