A morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, mexeu profundamente com o cenário político global, atraindo atenção tanto de aliados quanto de adversários. O falecimento ocorreu durante bombardeios conjuntos de Estados Unidos e Israel no sábado (28), marcando um ponto crítico no já tenso cenário do Oriente Médio.
Diante deste contexto, a resposta internacional veio rápida e contundente. Ao passo que nações estratégicas como a Rússia e a China condenaram com veemência os assassinatos, os Estados Unidos e Israel deixaram claro seu comprometimento com a continuidade das ações militares. O impacto político desse acontecimento promete ser duradouro, incitando especulações sobre os futuros desdobramentos na região.
O que diz a Rússia sobre a morte de Khamenei?
A reação do Kremlin não deixou dúvidas sobre sua posição: condenação total ao ataque. O presidente Vladimir Putin criticou abertamente os assassinatos de Khamenei e sua família, descrevendo-os como uma "violação cínica de todas as normas". A menção ao "nível de parceria estratégica" entre Moscou e Teerã ressalta o grau de proximidade política existente entre os dois países.
"Khamenei será lembrado como um estadista proeminente", declarou Putin, evidenciando a perda significativa para o país persa.
Como a China reagiu ao ataque?
Na esfera asiática, o governo chinês cargou duro, classificando o evento como uma grave violação. A posição firme de Pequim evidencia uma preocupação com a violação dos princípios da Carta da ONU e das normas internacionais.
"Exigimos a interrupção imediata das operações militares", pontuaram os representantes chineses, clamando por estabilidade global.
Quais são os planos de Israel e EUA após o ataque?
Em uma postura mais agressiva, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou a intenção de continuar os ataques para "desmantelar a infraestrutura" iraniana. O discurso de Netanyahu sugere que esta é uma oportunidade histórica para "libertar" o povo iraniano das "correntes da tirania". Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou uma postura ainda mais enérgica, ameaçando retaliações em caso de contra-ataques iranianos.
"Atacaremos com uma força nunca antes vista”, assegurou Trump, numa sinalização clara da continuidade de sua política externa.
Como reagiram os grupos do Oriente Médio?
Grupos como o Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica e o movimento Huthi se levantaram em defesa do Irã e em repúdio ao ataque. Enquanto o Hamas chamou o ato de "crime hediondo", o Hezbollah prometeu enfrentar a agressão através de todos os meios disponíveis, conforme declarado por seus líderes.
Por sua vez, a Jihad Islâmica e os Huthis expressaram seu compromisso com a "resistência contínua" e rotularam o ataque como "crime de guerra".
Qual a resposta do Irã perante a crise?
Internamente, o Irã anunciou a formação de um Conselho de Liderança Temporária para assegurar a continuidade do governo. Composto por figuras de destaque do aparato de segurança e político do Irã, o conselho terá papel crucial nas decisões estratégicas imediatas. O presidente Masoud Pezeshkian descreveu a morte de Khamenei como uma "declaração de guerra".
Como o Brasil se posiciona diante da escalada de violência?
Enquanto o governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre a morte de Khamenei, expressou através do Ministério das Relações Exteriores sua "profunda preocupação" com as hostilidades na região, alertando sobre possíveis impactos humanitários e econômicos.
Qual a posição do Vaticano e organismos internacionais?
O Papa Leão XIV fez um apelo para o fim da "espiral de violência" no Oriente Médio, enquanto a ONU, através de António Guterres, pediu cessar-fogo imediato. A União Europeia externou suas preocupações, reforçando o apelo por contenção.
Paralelamente, a OMS compartilha preocupações quanto aos riscos à saúde na região, e a AIEA monitora o possível impacto nuclear. O cenário é de atenção contínua por parte de entidades globais.
*Com informações da RTP.
Com informações da Agência Brasil