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Mundo

EUA não têm moral para tentar comandar o mundo, diz embaixador do Irã

Imagine a tensão no ar quando o embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, afirmou que os Estados Unidos não têm moral para comandar o mundo. O encontro aconteceu na embaixada iraniana em Brasília, na última segunda-feira (2), e trouxe à tona crítica

02/03/2026

02/03/2026

Imagine a tensão no ar quando o embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, afirmou que os Estados Unidos não têm moral para comandar o mundo. O encontro aconteceu na embaixada iraniana em Brasília, na última segunda-feira (2), e trouxe à tona críticas diretas à políticas internacionais americanas, especialmente em relação ao programa nuclear iraniano. Mas, o que está por trás dessas palavras e qual é a posição do Brasil nesse cenário de alta tensão? Continue a leitura para descobrir.

Nekounam não poupou palavras ao descrever as negociações dos Estados Unidos em torno do programa nuclear iraniano como uma farsa. Segundo ele, o objetivo dos americanos vai além de um simples acordo: é uma tentativa de derrubar o regime. Considerando-se "os donos do mundo", como afirmou o embaixador, os Estados Unidos perderam credibilidade, e Donald Trump, então presidente, é visto quase como um "rei" por suas ações e decisões.

Qual é a posição do Brasil neste cenário crítico?

O embaixador Nekounam reconheceu e agradeceu o posicionamento do Brasil, que condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Essa atitude, segundo ele, valoriza os princípios de soberania, integridade territorial e independência dos governos. Uma postura que destaca os valores humanos aos quais o Brasil se atenta em seu posicionamento internacional.

"Acreditamos e vemos essa ação como valorosa", afirmou Nekounam, ressaltando a importância do apoio do Brasil no contexto geopolítico.

Que relação o Irã mantém com seus vizinhos?

Para o Irã, retaliar bases americanas em países como Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait se tornou necessário. No entanto, Nekounam destacou que as relações com esses vizinhos continuam "plenas", sem alterações. A solução, segundo ele, é que nações vizinhas pressionem os EUA para cessarem os ataques partindo das bases militares instaladas em seus territórios.

"Nossas relações seguem de forma plena, mas precisamos da colaboração dos países amigos para garantir essa estabilidade.", reiterou o embaixador.

Qual foi a postura do aiatolá Ali Khamenei durante o ataque?

Num episódio marcante, o aiatolá Ali Khamenei decidiu não se proteger durante um ataque, permanecendo ao lado de sua equipe para liderar reuniões. Essa informação foi compartilhada por Nekounam, destacando a coragem do líder iraniano em um momento de intensa tensão.

O que se sabe sobre o ataque a Benjamin Netanyahu?

Em meio às notícias e rumores a respeito de um ataque ao gabinete de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, Nekounam admitiu não possuir informações oficiais. Contudo, ressaltou que "em situações de agressão contra um grande país, uma resposta firme é sempre de se esperar".

Quais são as consequências do fechamento do Estreito de Ormuz?

A discussão sobre o Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de petróleo, também surgiu na entrevista. O embaixador não especificou quando o Irã pretende reabrir o estreito, mas lembrou que o líder do Irã já havia alertado sobre uma possível guerra regional caso continuassem os ataques dos EUA e Israel. O impacto dessa decisão ainda reverbera na geopolítica mundial e na economia mundial.

O cenário internacional, carregado de tensão e incertezas, leva-nos a questionar: o que virá a seguir? Em um momento de disputas e alianças políticas, as palavras do embaixador Nekounam ressoam com força e levantam questões incisivas sobre o papel dos poderes globais e suas ações.

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Com informações da Agência Brasil

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