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Irã resiste a ataques e desafia Estados Unidos em nova fase da guerra

Imagine um jogo de xadrez em que a cada movimento as peças ganham vida e a tensão é quase palpável. No recente cenário internacional, o Irã tem revelado uma resiliência surpreendente em meio a uma nova onda de hostilidades com os Estados Unidos. Após um a

03/03/2026

03/03/2026

Imagine um jogo de xadrez em que a cada movimento as peças ganham vida e a tensão é quase palpável. No recente cenário internacional, o Irã tem revelado uma resiliência surpreendente em meio a uma nova onda de hostilidades com os Estados Unidos. Após um ataque, o gigante do Oriente Médio não só reagiu como assumiu um papel de protagonismo raramente visto, desafiando expectativas e demonstrando sua capacidade de resistência militar e geopolítica.

Com o estreitamento parcial do estratégico Estreito de Ormuz, um ponto vital para o comércio de petróleo global, e ataques cirúrgicos a bases dos EUA no Oriente Médio, o Irã deu um passo audacioso, alterando o jogo a favor das suas ambições. O major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica, compartilha insights valiosos sobre essa reviravolta na dinâmica de poder.

Por que o Irã assumiu a iniciativa no conflito?

O prolongamento do conflito parece, de acordo com Costa, ser um movimento calculado do Irã. Com um jogo de cintura estratégico, Teerã manteve sua infraestrutura militar ilesa, ao contrário das previsões iniciais que esperavam por um rápido colapso. O alardeado objetivo dos EUA de uma rápida mudança de regime iraniano falhou. As ações da República Islâmica mostraram que, ao invés de estar enfraquecido, o Irã ainda mantém firme sua posição.

Como a tecnologia chinesa fortalece o Irã?

A precisão nos ataques iranianos levanta uma questão intrigante: como um país sob pressão consegue manter tal eficácia? Segundo Costa, a chave pode estar na obtenção de informações por meio da constelação de satélites chineses BeiDu. Essa parceria estratégica permitiu ao Irã obter informações em tempo real, tornando suas ofensivas mais certeiras e eficientes, enquanto os EUA ainda buscam uma forma eficaz de contrapor essa rede tecnológica.

Qual é a estratégia iraniana contra os EUA e Israel?

Teeraã delineou duas frentes principais de hostilidades: atacar bases americanas na região para expulsar as forças dos EUA e desafiar a defesa aérea de Israel numa tentativa de vitória estratégica. As táticas iranianas têm sido configuradas para mostrar aos parceiros regionais a ineficácia das bases dos EUA presente no Golfo Pérsico, elevando a moral local a favor do Irã.

O que está acontecendo no Estreito de Ormuz?

O fechamento parcial do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã representa um movimento econômico estratégico. Este canal navio-tanque crucial influencia diretamente os mercados globais de petróleo, ameaçando perturbar economias ocidentais. A persistente capacidade de controle do Irã na região, utilizando táticas inesperadas como lanchas rápidas armadas, submerge ainda mais os desafios enfrentados pelos Estados Unidos e Israel.

O impacto da guerra prolongada para os EUA e Israel

Apesar dos esforços combinados de EUA e Israel para estabelecer a superioridade aérea na região, o Irã continua a desafiá-los com estratégias inovadoras e de baixo custo, mas de alta eficácia. As longas distâncias que os caças israelenses e americanos têm que percorrer devido à inoperância de muitas bases os colocam em desvantagem.

Com negociações suspensas e aliados em cheque, a estratégia do Irã parece cada vez mais virar o jogo no Oriente Médio. O governo de Teerã não dá sinais de ceder. Enquanto isso, enfrenta de frente a retórica incendiária e ações dos EUA, que parecem equilibrar-se na corda bamba de suas próprias declarações e recursos. Aposta ou não por bravatas, o resultado deste duelo parece longe de uma conclusão.

Irã resiste a ataques e desafia Estados Unidos em nova fase da guerra
Irã resiste a ataques e desafia Estados Unidos em nova fase da guerra



Com informações da Agência Brasil

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