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Ataque a escola de meninas no Irã expõe horrores da guerra

Um trágico ataque a uma escola de meninas no Irã chocou o mundo e denunciou a gravidade da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. No sábado (28), o ataque resultou na morte de 168 crianças, elevando o conflito no Oriente Médio a novos

07/03/2026

07/03/2026

Um trágico ataque a uma escola de meninas no Irã chocou o mundo e denunciou a gravidade da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. No sábado (28), o ataque resultou na morte de 168 crianças, elevando o conflito no Oriente Médio a novos níveis de horror, especialmente para mulheres e meninas. A reação internacional foi imediata, mas as cicatrizes deixadas por essa tragédia serão duradouras.

Vestidas de preto, milhares de pessoas marcaram presença no funeral das crianças na terça-feira (3), uma cena comovente e dolorosa. Imagens das valas onde os caixões foram enfileirados e as lágrimas da multidão viajaram o globo, trazendo à tona reflexões sobre os devastadores efeitos da guerra e as constantes violações dos direitos humanos na região.

Qual o significado desse ataque para os direitos humanos no Irã?

Há décadas, o Irã enfrenta sanções econômicas e pressões internacionais que fragilizam sua economia. Os direitos das mulheres, em especial, são um ponto central de debate, uma vez que as mulheres enfrentam diversas restrições sob as normas rígidas do regime. Essa situação é frequentemente utilizada pelas potências ocidentais para justificar operações e políticas contra Teerã.

Ataque a escola de meninas no Irã expõe horrores da guerra

O ataque à escola de Minab, dirigido por forças dos EUA e Israel, foi um dos primeiros atos desta nova ofensiva. As meninas feridas totalizaram mais de 90, segundo reportagens locais, o que levantou ainda mais alarmes sobre a real motivação dessa guerra: seriam os direitos humanos ou interesses geopolíticos?

Como a resistência contra a opressão é vista no Irã?

A luta das mulheres iranianas por seus direitos é antiga e marcada por muita resistência. Movimentos como o “Mulher, Vida e Liberdade”, que ganhou força após a chocante morte de Mahsa Amini, representam esse clamor por mudanças. No entanto, ataques como o ocorrido mostram que a guerra não se trata de solucionar questões internas do Irã, mas sim de interesses externos projetando suas agendas.

“Mulheres iranianas têm um movimento de longa data, o Mulher, Vida e Liberdade, e a população da região deve decidir seu destino sem interferência dos EUA e Israel”, comenta a jornalista Soraya Misleh.

Quais são as consequências sociais para as mulheres iranianas?

Ainda que o regime iraniano imponha severas restrições às mulheres, houve avanços significativos nas últimas décadas, como mostram dados da Unesco e do Banco Mundial. A alfabetização entre mulheres aumentou substancialmente desde os anos 1970, e a presença feminina nas universidades cresceu para cerca de 60% nas últimas décadas. Essas conquistas, porém, não eclipsam a baixa participação das mulheres no mercado de trabalho.

Ataque a escola de meninas no Irã expõe horrores da guerra

Quem é o responsável pelo ataque?

O ataque em Minab foi amplamente criticado e gerou pedidos por uma investigação rigorosa. **Estados Unidos e Israel ainda não assumiram responsabilidade sobre o ocorrido. A Casa Branca conduz investigações, enquanto Israel alega não ver conexões diretas entre a escola atacada e suas atividades militares.**

Para especialistas como a socióloga Berenice Bento, é possível associar o ocorrido à Doutrina Dahiya, que sugere ataques em áreas civis com intuito de coagir a população a se voltar contra seus governantes. Uma análise do New York Times sobre imagens de satélite sugere que o ataque pode ter sido preciso e intencional.

“A proximidade da escola a objetivos militares sugere um erro de alvo, embora não se possa ignorar a possibilidade de intenção deliberada”, opinou o general Agostinho Costa.

Embora pendam incertezas sobre os responsáveis, a importância do apoio e solidariedade internacional se faz mais necessária do que nunca para proteger os direitos humanos no tumultuado cenário do Oriente Médio.

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Com informações da Agência Brasil

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