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Mundo

Embaixador do Brasil no Irã: derrubar o regime será tarefa sangrenta

O cenário político no Irã está cada vez mais tenso, e as implicações de um conflito armado atraem a atenção mundial. O embaixador do Brasil no Irã, André Veras, descreve a possibilidade de uma intervenção militar estrangeira como uma tarefa "hercúlea, san

09/03/2026

09/03/2026

O cenário político no Irã está cada vez mais tenso, e as implicações de um conflito armado atraem a atenção mundial. O embaixador do Brasil no Irã, André Veras, descreve a possibilidade de uma intervenção militar estrangeira como uma tarefa "hercúlea, sangrenta" e comenta sobre o impacto econômico mundial que tal ação poderia acarretar. Um regime com décadas de história não cai facilmente, e a derrubada do governo islâmico não seria simples. Mas como isso tudo poderia afetar forças locais e globais?

Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, durante o programa Alô Alô Brasil da Rádio Nacional, Veras compartilhou sua perspectiva sobre as dificuldades de mudança do regime iraniano, salientando que "ataques aéreos" não seriam suficientes para mudar o cenário atual. A gravidade da situação sugere uma incursão terrestre com desafios geográficos e militares únicos. Neste contexto, os fatores por trás de cada decisão estratégica são cruciais. Vamos entender o que realmente está em jogo.

Como está o funcionamento do dia a dia no Irã após os ataques?

Dez dias após os ataques aéreos realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, algumas cenas podem parecer surpreendentes. Apesar da morte do líder supremo Ali Khamenei, acompanhado de perdas civis, serviços essenciais como água, luz e gás continuam operando. Segundo Veras, essa resiliência indica não apenas preparação, mas também a robustez das infraestruturas iranianas.

Enquanto o comércio se mantém aberto e as aulas seguem remotamente, a gasolina, que está sendo racionada, evidencia desafios pré-existentes na capacidade de refino do país. O que isso diz sobre a capacidade do Irã de resistir e manter o funcionamento básico do seu dia a dia?

Quais são as críticas e resistência interna ao novo regime?

A escolha de Seyyed Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, após a morte do pai, gera uma onda de críticas. Para muitos, assumindo o poder, Seyyed representa um eco indesejado do antigo regime hereditário que a revolução islâmica lutou para derrubar em 1979. As ligações fortes de Seyyed com a Guarda Revolucionária e clérigos conservadores intensificam o clima de contestação interna, algo que Veras descreve como uma "dura resposta do Estado".

Como essa mudança na liderança está sendo vista pelo povo iraniano? O descontentamento contra o elevado custo de vida e a repressão política pode intensificar a resistência ao regime atual?

Quais são as implicações para os brasileiros no Irã?

O embaixador André Veras destaca que não há, por enquanto, necessidade de operações para retirar brasileiros do Irã. As fronteiras terrestres permanecem abertas, servindo como rotas de saída, enquanto o número de brasileiros no país é relativamente pequeno, consolidado principalmente por brasileiros casados com iranianos. Apesar disso, o embaixador mantém uma comunicação estreita com o Itamaraty, monitorando cada situação com atenção.

O que mais está sendo feito para assegurar a segurança desses brasileiros e como o governo brasileiro está se preparando para diferentes cenários no futuro próximo?

É possível uma solução diplomática para o conflito?

André Veras acredita que, apesar das resistências, há espaço para uma solução diplomática. O Irã busca o fim das sanções econômicas dos EUA, enquanto o mundo precisa de estabilidade para a economia global funcionar de forma eficaz. O embaixador enfatiza que "todos perdem" em um quadro de guerra persistente no mundo globalizado de hoje.

Quais seriam, então, os próximos passos para que tal solução possa se concretizar? O esforço diplomático pode surgir como uma alternativa viável diante dos custos crescentes da guerra?

Em um cenário complexo de resistência e buscas por mudanças, qualquer desdobramento pode ter efeitos fortes e duradouros — para o Irã e o mundo.

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Com informações da Agência Brasil

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