O novo Líder Supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, fez seu primeiro discurso público desde que assumiu o mais alto posto no país. Em meio a um cenário de tensões, ele firmou seu compromisso com a vingança “pelo sangue de seus mártires”, apontando Israel e os Estados Unidos como seus principais alvos. Além disso, ele destacou a continuidade dos ataques às bases militares consideradas inimigas na região do Oriente Médio.
"Não abandonaremos a busca por vingança. A vingança que temos em mente não se relaciona apenas ao martírio do grande Líder da Revolução. Pelo contrário, cada membro da nação que é martirizado pelo inimigo é um sujeito independente no dossiê de retribuição", declarou o aiatolá, ecoando pela mídia iraniana.
Como o fechamento do Estreito de Ormuz afeta os mercados?
O novo chefe em Teerã, que sucedeu seu pai, Ali Khamenei, morto em um bombardeio, também prometeu manter o decisivo Estreito de Ormuz fechado. Este canal estratégico é responsável por 25% do trânsito de petróleo mundial, e sua obstrução tem abalado mercados globais, levando países a usarem reservas de emergência.
"Caros irmãos de armas! A vontade das massas populares é continuar a defesa eficaz e que cause pesar. Além disso, a alavanca do bloqueio do Estreito de Ormuz deve certamente continuar a ser utilizada", afirmou Mojtaba.
Qual o impacto econômico e o apoio ao Eixo da Resistência?
Mojtaba Khamenei não só mantém o discurso de retribuição econômica por perdas na guerra como também reforça o apoio ao Eixo da Resistência, que inclui grupos como Hamas e Hezbollah. Ele sinalizou que o Irã buscará compensações dos inimigos, ameaçando confisco ou destruição de bens contrários, se necessário.
"Exigiremos indenização do inimigo e, se eles se recusarem, confiscaremos o máximo de seus bens que considerarmos apropriado e, se isso não for possível, destruiremos a mesma quantidade de seus bens", garantiu o líder iraniano.
Como ficam as relações com os vizinhos do Irã?
Apesar das promessas de relações construtivas com os países vizinhos, Mojtaba chamou atenção para o uso de suas bases militares por regimes agressivos. Ressaltou que, embora não atacasse esses países diretamente, as bases utilizadas serão alvo futuro, se necessário.
Nessa quarta-feira (11), com abstenções notáveis de China e Rússia, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução proposta pelo Bahrein, demandando que Teerã cesse suas retaliações regionalmente.
"Aconselho-os a fechar essas bases o mais rápido possível, pois já devem ter percebido que a alegação dos Estados Unidos de estabelecer segurança e paz não passava de uma mentira", afirmou de forma veemente o aiatolá.
A chamada pela unidade iraniana
No âmbito doméstico, Mojtaba Khamenei apelou à unidade entre os iranianos, colocando de lado divergências internas para enfrentar inimigos externos. Em seu discurso, ele expressou agradecimento sincero aos soldados iranianos que, segundo ele, protegeram sua pátria com atos heroicos.
“Meus sinceros agradecimentos aos nossos bravos combatentes que, com seus golpes esmagadores, bloquearam o caminho do inimigo e o fizeram abandonar a ilusão de poder dominar nossa querida pátria e possivelmente dividi-la", declarou.
?
Com informações da Agência Brasil