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Saúde

Gene da obesidade: 5 mitos e verdades sobre o FTO e seus efeitos no corpo

A obesidade, como definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma epidemia global que não para de ganhar força. Em 2022, aproximadamente 43% dos adultos estavam acima do peso no mundo inteiro, enquanto 16% já enfrentavam o desafio da obesidade. No

Redação EdiCase Redação EdiCase

11/11/2025

Redação EdiCase
Redação EdiCase

11/11/2025

A obesidade, como definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma epidemia global que não para de ganhar força. Em 2022, aproximadamente 43% dos adultos estavam acima do peso no mundo inteiro, enquanto 16% já enfrentavam o desafio da obesidade. No Brasil, não é diferente, com índices em ascensão alimentados por mudanças significativas no estilo de vida e nos padrões alimentares da população.

Algo que sempre alimenta a curiosidade das pessoas é o chamado "gene da obesidade", cientificamente reconhecido como FTO (Fat Mass and Obesity-Associated). Desde a sua descoberta, em 2007, por estudos genômicos, variantes desse gene têm sido intimamente ligadas a um Índice de Massa Corporal (IMC) mais alto e a um risco aumentado de desenvolver obesidade. Mas será que ter esse gene é mesmo um golpe de sentença para aqueles que desejam uma vida mais saudável?

O gene FTO garante que você será obeso?

A resposta é: não necessariamente. Embora a presença do gene FTO possa aumentar a sua predisposição para a obesidade, ela não é uma sentença irrevogável. Adotar um estilo de vida saudável é uma peça fundamental no quebra-cabeça para reduzir consideravelmente esse risco. Portanto, manter hábitos saudáveis é, sem dúvida, um trunfo ao seu favor.

O que a ciência diz sobre o risco associado ao gene FTO?

Sim, é verdade que estudos apontam um risco acrescido de até 50% para desenvolvimento da obesidade entre indivíduos com variantes específicas do gene FTO. Essas pessoas tendem a carregar, em média, cerca de 3 kg a mais do que seus pares sem essas variantes. Conhecer esses dados é essencial para tomar consciência de que, apesar de nossos genes, temos escolhas a fazer.

Genética é tudo na obesidade?

Definitivamente, não. A obesidade resulta de uma combinação de fatores. Além da genética, a alimentação inadequada, o sedentarismo, as condições emocionais e o contexto social são peças-chave nesse complexo tabuleiro. Entender essa multifatorialidade nos amplia o horizonte para estratégias mais eficazes contra a obesidade.

Genética e obesidade: o impacto é o mesmo no mundo todo?

Não necessariamente. A influência do gene FTO pode variar significativamente entre diferentes populações. Asiáticos e polinésios, por exemplo, não apresentam uma associação forte entre o gene e o ganho de peso, destacando a relevância do ambiente e dos hábitos culturais nesses contextos populacionais. Essa variação nos revela como o ambiente e a cultura moldam nossa saúde.

Gene da obesidade: 5 mitos e verdades sobre o FTO e seus efeitos no corpo
Seguir uma dieta equilibrada e praticar exercícios físicos regularmente pode reduzir significativamente os impactos dos genes FTO (Imagem: New África | Shutterstock)

Será que o estilo de vida pode fazer frente à genética?

Sim, e muitos estudos garantem isso. Um estilo de vida baseado em uma dieta equilibrada, prática regular de exercícios físicos e acompanhamento profissional adequado pode amortecer de forma significativa os impactos negativos ligados aos genes associados à obesidade.

Rumo ao futuro: realidade científica e conscientização de mãos dadas

A descoberta do gene FTO foi um marco na compreensão da obesidade. Contudo, mais importante que ver a genética como uma sentença, precisamos enxergá-la como um caminho repleto de pistas. Em combinação com mudanças de hábitos, essas pistas podem levar a melhorias significativas na nossa saúde e qualidade de vida. "A obesidade vai além do DNA: são escolhas, hábitos e um esforço coletivo para mitigar seus impactos", afirma o Dr. Ricardo Di Lazzaro.

Desmistificar a obesidade e adotar uma abordagem informada é vital. A conexão entre genes, meio ambiente e estilo de vida é seu primeiro passo rumo a estratégias comprovadas e efetivas contra a obesidade. Assim, tome as rédeas da sua saúde e não deixe que apenas o DNA dite seu futuro.

Por Mariana Durante

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