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Saúde

Café em excesso: efeitos no corpo e como diminuir a cafeína

Ah, o café! Essa bebida que é quase um mantra diário para muitos brasileiros, servindo como o combustível ideal para dar início a mais um dia. A grande protagonista por trás dessa energia toda é a cafeína, um estimulante natural que atua diretamente no se

Redação EdiCase Redação EdiCase

26/11/2025

Redação EdiCase
Redação EdiCase

26/11/2025

Ah, o café! Essa bebida que é quase um mantra diário para muitos brasileiros, servindo como o combustível ideal para dar início a mais um dia. A grande protagonista por trás dessa energia toda é a cafeína, um estimulante natural que atua diretamente no seu sistema nervoso central, promovendo um aumento no estado de alerta, melhorando sua concentração e afastando aquela sensação de fadiga.

Para alguns, especialmente no universo dos universitários, o café se transforma em aliado durante longas jornadas de estudo. Mas, como destaca Paula Daiany Gonçalves Macedo, professora de Nutrição da Faculdade Santa Marcelina, consumir cafeína em excesso pode ser uma faca de dois gumes, trazendo para a mesa efeitos indesejados, como insônia, ansiedade, taquicardia e até mesmo irritabilidade.

Qual é o limite seguro de cafeína para adultos?

Se você é fã de um bom café, um aviso importante: tanto a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar quanto a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) afirmam que o consumo diário seguro para adultos saudáveis deve ser até 400 mg de cafeína. Isso significa cerca de duas a quatro xícaras de café. Exceder essa quantidade pode elevar os riscos de efeitos colaterais no sistema nervoso e cardiovascular. Surpreendentemente, um estudo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) revelou que 26% das pessoas entrevistadas consomem mais de seis xícaras por dia!

Café em excesso: efeitos no corpo e como diminuir a cafeína
O uso frequente de cafeína pode levar à tolerância (Imagem: Krakenimages.com | Shutterstock).

Quais são os perigos do consumo excessivo de café?

O problema começa quando o café deixa de ser apenas um prazer e se torna uma necessidade para realizar atividades cotidianas. Nesse ponto, como alerta a professora Paula Daiany, há uma perda de controle sobre a quantidade ingerida. O uso frequente de cafeína pode conduzir à tolerância, onde doses cada vez maiores são necessárias para sentir o mesmo efeito. Excedendo o consumo, pode-se experienciar insônia, nervosismo, palpitações e até dores de cabeça.

E se de repente você decide diminuir a ingestão? Bem, uma redução abrupta pode levar à síndrome de abstinência, trazendo sintomas como fadiga intensa, dificuldade de concentração, irritabilidade e mudanças de humor.

Como substituir o café na rotina de forma saudável?

Deseja reduzir a dependência do café sem perder a disposição? A professora Paula sugere algumas estratégias de ouro! Uma delas é a redução gradual do consumo de cafeína, utilizando blends de chás aromáticos como o chá verde com especiarias ou até o popular chai latte como alternativas saborosas e menos intensas.

Além disso, manter um bom equilíbrio alimentar fracionando as refeições ao longo do dia, evitar longos jejuns, focar em alimentos ricos em fibras, proteínas magras, oleaginosas e frutas secas são essenciais. Incluir alimentos como banana e aveia pode favorecer a função cognitiva.

Não podemos esquecer que a prática de atividades físicas regulares e uma boa higiene do sono são fundamentais para garantir energia e disposição de maneira saudável. No final das contas, o segredo não está apenas em cortar a cafeína, mas sim em adotar hábitos que proporcionem vitalidade e equilíbrio de forma natural, ressalta a professora Paula Daiany.

Por Nágila Pires

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