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Saúde

Dezembro Laranja: 5 informações importantes sobre o câncer de pele

O câncer de pele é um dos diagnósticos mais comuns entre os brasileiros, segundo o Ministério da Saúde, correspondendo a 30% dos casos de câncer no país. Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia revelam que mais de 220 mil novos casos surgem a cada a

Redação EdiCase Redação EdiCase

02/12/2025

Redação EdiCase
Redação EdiCase

02/12/2025

O câncer de pele é um dos diagnósticos mais comuns entre os brasileiros, segundo o Ministério da Saúde, correspondendo a 30% dos casos de câncer no país. Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia revelam que mais de 220 mil novos casos surgem a cada ano, com um aumento significativo durante o verão, quando a exposição ao sol é maior.

Nesse contexto, a campanha "Dezembro Laranja" ganha destaque ao incentivar o reconhecimento precoce de sinais suspeitos na pele, aumentando a conscientização sobre os riscos e enfatizando a adoção de medidas de proteção contra os efeitos nocivos da radiação ultravioleta. Acompanhe no texto as dicas fundamentais para prevenção e diagnóstico da doença.

Quais são os principais tipos de câncer de pele e suas características?

Existem dois grandes grupos de câncer de pele: o melanoma e o não melanoma. No Brasil, o não melanoma, que inclui o carcinoma basocelular e espinocelular, é o mais prevalente. Frequentemente afeta pessoas de pele clara, idosos ou indivíduos expostos ao sol por muitos anos. A boa notícia é que, quando detectado precocemente, as chances de cura superam 90%. Por isso, fique atento às mudanças na pele.

Já o melanoma é menos comum, porém mais agressivo, com maior probabilidade de metástases. Alterações nas lesões já existentes ou o surgimento de novas devem ser examinadas por um dermatologista. O diagnóstico é confirmado por biópsia, permitindo o início imediato do tratamento.

Como a regra do ABCDE ajuda na identificação de pintas suspeitas?

A regra ABCDE é uma ferramenta importante na distinção entre uma pinta comum e uma lesão suspeita:

  • A: Assimetria — uma metade da pinta difere da outra;
  • B: Bordas irregulares ou mal definidas;
  • C: Variedade de cores em uma só pinta;
  • D: Diâmetro acima de 6 mm;
  • E: Evolução rápida em tamanho, forma, cor ou sintomas.

Fique alerta a manchas que sangram sem motivo, doem, coçam por muito tempo ou não cicatrizam em até quatro semanas. Melanomas podem surgir onde você menos espera, incluindo couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e sola dos pés.

Por que a exposição solar acumulada é um risco para o câncer de pele?

A radiação ultravioleta está presente em atividades diárias simples, não apenas na praia ou piscina, e acumula danos ao longo dos anos, provocando lesões de pele. Certos grupos precisam de atenção redobrada:

  • Pele e olhos claros;
  • Idosos;
  • Histórico familiar de câncer de pele;
  • Diagnóstico precoce ou casos recorrentes da doença.

Bronzeamento artificial também é um perigo, pois utiliza radiação intensa, aumentando o risco de tumores. Evite esse método para resguardar a saúde da sua pele.

Dezembro Laranja: 5 informações importantes sobre o câncer de pele
O uso do protetor solar é uma das maneiras mais eficazes de evitar o câncer de pele (Imagem: Pormezz | Shutterstock).

Como o protetor solar pode proteger sua pele?

O uso diário de protetor solar é essencial para proteger a pele, podendo ser combinado com outras medidas como bonés, roupas com proteção UV e óculos escuros para reforçar a barreira contra a radiação ultravioleta.

Muitas pessoas se preocupam com a produção de vitamina D, mas é importante saber que o protetor solar não impede esse processo. A pele ainda recebe radiação suficiente durante atividades diárias para manter níveis saudáveis de vitamina D.

Por que a detecção precoce do câncer de pele é vital para o tratamento?

Detectar o câncer de pele no início aumenta significativamente as chances de cura, ultrapassando 90% nos casos de não melanoma. O tratamento costuma ser direto, geralmente por remoção cirúrgica.

Procedimentos como a cirurgia de Mohs são recomendados em áreas mais sensíveis, sendo usados para preservar o máximo de tecido saudável possível. No caso do melanoma, que é mais agressivo, acompanhamento mais rigoroso é necessário, muitas vezes requerendo exames de imagem para análise detalhada.

Quais são os avanços no tratamento que melhoram o controle da doença?

Recentes avanços médicos incluem terapias alvo e imunoterapia, ampliando as possibilidades de controle da doença. Terapias alvo atuam em mutações específicas como a BRAF, e a imunoterapia ajuda o sistema imunológico a atacar o câncer de forma mais eficaz.

Essas inovações, aliadas ao diagnóstico precoce, estão mudando o panorama do tratamento, oferecendo menos agressividade e maior efetividade nas terapias.

Por Pamela Moraes

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