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Saúde

Nódulo na tireoide: quando é sinal de alerta?

Quando você descobre um nódulo na tireoide, é natural sentir uma preocupação imediata. Afinal, essa condição é bastante comum, principalmente entre as mulheres, e nem sempre está associada a uma doença grave. A maioria dos nódulos é benigna, mas saber qua

Redação EdiCase Redação EdiCase

04/12/2025

Redação EdiCase
Redação EdiCase

04/12/2025

Quando você descobre um nódulo na tireoide, é natural sentir uma preocupação imediata. Afinal, essa condição é bastante comum, principalmente entre as mulheres, e nem sempre está associada a uma doença grave. A maioria dos nódulos é benigna, mas saber quando investigar e quais sinais exigem atenção é essencial para garantir segurança e tratamento adequado.

Avaliando o nódulo que aparece no seu exame, o tamanho e o crescimento ao longo do tempo são aspectos importantes a serem considerados. Segundo Débora Vianna, cirurgiã de cabeça e pescoço, nódulos pequenos, estáveis e assintomáticos geralmente requerem apenas acompanhamento com exames regulares. Já aqueles que crescem rapidamente, demandam uma investigação mais detalhada, pois esse ritmo pode sinalizar uma alteração funcional ou um risco maior de malignidade.

Sintomas que indicam a hora de ficar alerta

Você já sentiu uma dificuldade inexplicável de engolir ou uma sensação de aperto no pescoço? Esses podem ser sinais de que o nódulo está comprimindo estruturas próximas. Outras manifestações incluem tosse persistente ou mesmo rouquidão. Débora Vianna ressalta que esses sintomas não são, necessariamente, indicativos de câncer, mas é importante ficarem sob radar médico, já que indicam interferências na anatomia local.

Além desses, sintomas sistêmicos, como alterações sem razão aparente no peso, palpitações e sensação de cansaço extremo, podem indicar que o nódulo está afetando a produção hormonal da tireoide. Nesses casos, acompanhamento médico e exames laboratoriais são indispensáveis.

Histórico familiar importa?

Já pensou no impacto do seu histórico familiar? Pessoas com parentes de primeiro grau que tiveram câncer de tireoide ou síndromes genéticas associadas têm um risco aumentado de desenvolver esses tumores. Débora Vianna destaca que, nesses casos, a investigação costuma ser mais precoce e detalhada, com ultrassons frequentes e, eventualmente, até biópsia em nódulos menores.

Nódulo na tireoide: quando é sinal de alerta?
O ultrassom é um importante exame a ser feito para identificar características suspeitas ligadas a nódulos na tireoide (Imagem: fizkes | Shutterstock).

Quando o nódulo apresenta características suspeitas?

Você sabe como identificar um nódulo suspeito? Formas irregulares, bordas infiltrativas, microcalcificações e aumento anormal do fluxo sanguíneo são sinais de alerta. Estes podem aumentar a probabilidade de malignidade. Um exame de ultrassom pode ajudar a detectar essas características suspeitas com precisão.

O laudo geralmente segue a classificação TI-RADS, indicando quando uma punção aspirativa é necessária. A PAAF (punção aspirativa por agulha fina) é considerada exame padrão ouro para diagnosticar se o nódulo é benigno ou maligno. Débora Vianna afirma que a PAAF é simples, rápida e praticamente indolor, e seu resultado é crucial para direcionar possíveis tratamentos: desde observação a novos exames ou cirurgia.

Por que consultar um médico é essencial?

Ao identificar um novo nódulo, a avaliação especializada é primordial. Débora Vianna enfatiza que, embora a maioria dos nódulos seja benigna, apenas um especialista em cabeça e pescoço pode definir com segurança o grau de risco e o melhor plano de acompanhamento. "O mais importante é não ignorar a descoberta. Nódulos são comuns, mas cada caso tem sua particularidade. Avaliação precoce evita surpresas e garante um tratamento seguro", afirma ela.

Para garantir a tranquilidade e saúde da sua tireoide, o equilíbrio está em não subestimar nem superdimensionar o problema. Compreender os sinais do corpo, realizar os exames adequados e manter acompanhamento regular são as chaves para a sua proteção.

Por Sarah Monteiro

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