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Saúde

Paralisia cerebral: 5 mitos e verdades sobre a condição

A paralisia cerebral (PC) é um desafio que afeta muitas famílias brasileiras todos os anos. Trata-se de uma condição que surge devido a uma lesão no cérebro durante o desenvolvimento, seja na gestação, no momento do parto ou nos primeiros anos de vida. Es

Redação EdiCase Redação EdiCase

04/12/2025

Redação EdiCase
Redação EdiCase

04/12/2025

A paralisia cerebral (PC) é um desafio que afeta muitas famílias brasileiras todos os anos. Trata-se de uma condição que surge devido a uma lesão no cérebro durante o desenvolvimento, seja na gestação, no momento do parto ou nos primeiros anos de vida. Esse distúrbio envolve movimentos comprometidos e rigidez muscular, trazendo impactos significativos na vida dos afetados. Você sabia que, segundo o Ministério da Saúde, são cerca de 30 mil novos casos por ano?

Entender a paralisia cerebral e como ela pode evoluir é essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e garantir que eles alcancem o máximo de sua independência. Embora a condição em si não se agrave com o tempo, os sintomas podem mudar conforme as crianças crescem. Como diz Carla Caldas, neuropediatra e fisiatra, “a PC não progride, mas os sintomas podem mudar à medida que a criança cresce". Por isso, um cuidado multidisciplinar precoce é vital.

Quais são os fatores de risco para a paralisia cerebral?

Os fatores de risco da paralisia cerebral são variados e compreender cada um deles é importante para as medidas preventivas. Confira alguns dos principais:

  • Falta de oxigenação no cérebro (hipóxia);
  • Prematuridade;
  • Infecções durante a gestação;
  • Traumatismos.

Diagnosticar precocemente a paralisia cerebral é um desafio contínuo. Apesar dos avanços em neuroimagem e das modernas ferramentas de avaliação do desenvolvimento, Carla Caldas ressalta que "faltam protocolos de triagem e profissionais capacitados para aplicar avaliações mais modernas".

Quais são os tipos de paralisia cerebral?

Compreender os tipos de paralisia cerebral pode ajudar familiares e cuidadores a buscarem tratamentos mais eficazes. Os tipos variam conforme o dano neurológico:

  • Espástica: marcada por rigidez muscular;
  • Discinética: causa movimentos involuntários;
  • Atáxica: envolve problemas de equilíbrio e coordenação;
  • Formas mistas: combinam mais de uma característica.

Os sintomas variam de leves desequilíbrios a limitações motoras graves, como explica a neuropediatra. "Alguns pacientes apresentam apenas leve desequilíbrio, enquanto outros podem ter limitações motoras graves, o que exige órteses, andador ou cadeira de rodas".

O tratamento contínuo é essencial e deve ser adaptado a cada fase da vida, podendo envolver tecnologias assistivas e medicamentos.

Paralisia cerebral: 5 mitos e verdades sobre a condição
O acompanhamento profissional regular é fundamental para pacientes com paralisia cerebral (Imagem: Olesia Bilkei | Shutterstock).

Quais são os mitos e verdades sobre a paralisia cerebral?

A desinformação sobre a paralisia cerebral é frequente. Vamos desmistificar algumas crenças:

A paralisia cerebral sempre piora com o tempo?

Mito. A condição é não progressiva, mas os sintomas e suas consequências podem mudar, exigindo acompanhamento constante. Carla Caldas destaca: "o paciente pode desenvolver dor crônica, rigidez muscular e perda de mobilidade se não houver reabilitação adequada".

É verdade que o tratamento precisa ser ajustado ao longo dos anos?

Verdade. Conforme o paciente cresce, o manejo deve ser ajustado. “Na adolescência e na vida adulta, as demandas mudam, trazendo desafios como dor crônica e questões psicossociais”, diz Carla Caldas.

A espasticidade é inevitável e não tem tratamento?

Mito. A rigidez muscular pode ser controlada com terapias. A toxina botulínica tipo A é utilizada para reduzir a espasticidade, melhorando o movimento e a qualidade de vida.

Tratamento contínuo e suporte familiar realmente fazem a diferença?

Verdade. Um suporte adequado pode proporcionar autonomia e participação social ao paciente. Carla Caldas enfatiza: “a reabilitação regular e o uso de tecnologias assistivas são fundamentais para autonomia e bem-estar”.

É essencial ter um diagnóstico precoce?

Verdade. Identificar a PC precocemente pode mudar significativamente o prognóstico motor e cognitivo da criança, permitindo intervenções terapêuticas durante a fase de plasticidade cerebral.

Por Marcela Ioli

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