Com a chegada do verão, sol escaldante e temperaturas elevadas tornam irresistíveis as atividades ao ar livre. No entanto, é crucial lembrar que, para aproveitar a estação de forma segura, devemos intensificar os cuidados com a saúde, principalmente no caso de crianças e idosos. Esses grupos são os mais vulneráveis aos perigos do calor, que podem levar a complicações sérias.
Dados do DataSus indicam que os idosos são responsáveis por mais de 40% das internações por desidratação no SUS, enquanto crianças abaixo de cinco anos representam cerca de 25% dessas ocorrências. Tatiane Ayumi Tokashiki, professora de Medicina do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão, explica que o calor extremo aumenta a perda de líquidos e sais minerais e a exposição excessiva ao sol pode causar queimaduras severas e aumentar o risco de câncer de pele.
Quais são os efeitos do calor em crianças e idosos?
Os impactos das altas temperaturas afetam indivíduos de maneira distinta. Em crianças e idosos, os mecanismos para regular a temperatura são menos eficientes, tornando a adaptação ao calor mais difícil. Eles costumam sentir menos sede e não percebem quando estão superaquecidos, o que eleva o risco de desidratação, insolação e exaustão pelo calor. Sintomas como tontura, fraqueza, dor de cabeça e confusão mental são sinais de alerta.
Nos idosos, o clima quente pode ainda agravar doenças crônicas como hipertensão e problemas cardíacos, reforçando a importância de adotar cuidados simples e eficazes durante o verão.
Como manter a hidratação no verão?
A hidratação é essencial para a saúde, pois a água participa de processos vitais como a regulação da temperatura corporal, digestão e circulação. Primeiros sinais de desidratação incluem boca seca, urina escura e cansaço. Em crianças, irritabilidade e ausência de lágrimas ao chorar são indicativos preocupantes.
Tatiane recomenda oferecer líquidos regularmente, sem esperar que sintam sede. Além de água, sucos naturais diluídos e frutas como melancia e abacaxi são boas opções. Manter uma garrafinha de água por perto e estipular horários para beber água também são práticas úteis.
Qual é a importância do uso diário de protetor solar?
O protetor solar é um cuidado indispensável em qualquer dia, mesmo aqueles nublados. A recomendação de Tatiane é usar produtos com FPS a partir de 30, oferecendo proteção contra raios UVA e UVB. Reaplique a cada duas horas ou após banho de mar ou piscina.
Protetores leves ou coloridos são recomendados, pois também protegem contra a luz visível de telas e lâmpadas. Para crianças, use protetores infantis ou filtros físicos à base de óxido de zinco e dióxido de titânio. Bebês menores de seis meses devem evitar exposição solar direta.
Quais hábitos fazem diferença no calor?
Proteger o corpo dos efeitos do sol não exige grandes esforços, apenas hábitos regulares. A professora Tatiane sugere cinco práticas que podem fazer a diferença:
- Beba água ao longo do dia: Mesmo sem sede, hidrate-se com goles regulares de água e inclua frutas ricas em líquidos na dieta.
- Use protetor solar diariamente: Aplique-o pela manhã e reaplique a cada duas horas, especialmente ao suar ou nadar.
- Evite o sol nos horários mais quentes: Entre 10h e 16h, busque sombra e adie atividades ao ar livre para momentos mais amenos.
- Vista roupas leves e acessórios de proteção: Opte por tecidos de algodão, chapéus de aba larga e óculos escuros.
- Prefira ambientes frescos e bem ventilados: Nos dias mais quentes, mantenha-se em locais arejados e refresque-se com banhos rápidos.
Por Joao Alecio Mem
Redação EdiCase