Verão, praias cheias e muita diversão. Mas, junto com isso, vêm também os encontros inesperados com águas-vivas que, além do susto, podem causar queimaduras bem dolorosas. Saber como agir rapidamente é a chave para evitar complicações e garantir que você aproveite o melhor da estação sem grandes incômodos. Rubens Santos, professor de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, alerta: a abordagem correta pode fazer toda a diferença na recuperação.
Quando se trata de queimaduras por água-viva, saber o que evitar é tão importante quanto saber o que fazer. "Se você for atingido, o primeiro passo é não esfregar a área afetada. Isso pode apenas espalhar as estruturas que liberam toxinas, os nematocistos, intensificando a dor", destaca Rubens. As queimaduras podem variar de leves a graves, dependendo da espécie e da quantidade de toxina envolvida.
Como lidar com queimaduras de água-viva?
O que fazer então? O professor recomenda lavar a área afetada com água do mar. Água doce? Nem pensar! Ela estimula a liberação de mais toxinas. Em seguida, remova com cuidado quaisquer tentáculos visíveis usando uma pinça ou luvas, sempre evitando o contato direto com a pele. Compressas frias são eficazes para aliviar dor e inflamação, mas evite o uso de gelo diretamente sobre a pele.
Rubens também esclarece práticas a serem completamente evitadas: "Urina, álcool, vinagre ou cremes caseiros podem piorar a situação, causando reações químicas adversas. Coçar ou esfregar a área também é um grande 'não', mesmo em caso de coceira intensa".
Quando é hora de ir ao médico?
Em situações mais serias, é indispensável procurar assistência médica imediatamente. Rubens alerta: "Se a dor for muito intensa, se a vermelhidão for extensa, ou se houver dificuldades respiratórias, náuseas, tontura ou sinais de choque, a vítima precisa de socorro imediato. Especial atenção à crianças, idosos e pessoas com condições de saúde preexistentes".
Lembre-se: prevenir acidentes começando por evitar contato com água-viva e respeitar as sinalizações nas praias pode poupar muito sofrimento. Usar roupas protetoras, como lycra ou neoprene, é uma opção adicional de proteção.
Por Bianca Lodi Rieg
Redação EdiCase