Você já ouviu falar sobre o jejum intermitente? Essa estratégia alimentar vem ganhando destaque por seus benefícios à saúde. Mais do que uma moda passageira, o jejum intermitente alterna períodos de alimentação e jejum, podendo ser realizado de diferentes formas, como o método 16/8, que propõe 16 horas de jejum seguidas de 8 horas para se alimentar. Mas, afinal, por que tantas pessoas estão aderindo a essa prática? Quais são os efeitos reais do jejum intermitente no corpo e na mente?
A adesão ao jejum intermitente não para de crescer, principalmente por seus potenciais benefícios na perda de peso e na saúde metabólica. Dr. Victor Lamônica, especialista em Medicina Integrativa, explica que "o jejum pode favorecer o emagrecimento, contribuindo para a redução da resistência insulínica". Se você está buscando novas formas de potencializar sua saúde, o jejum intermitente pode ser uma ferramenta interessante, mas exige cuidados para ser realmente eficaz e seguro.
O que você precisa saber sobre jejum intermitente e suas vantagens?
Um estudo chinês publicado no periódico Frontiers in Cellular and Infection Microbiology revelou que o jejum intermitente não apenas auxilia na perda de peso, mas também tem efeitos no cérebro e no intestino. A pesquisa indica que a dieta influencia a função cerebral e o microbioma intestinal, destacando uma interação dinâmica entre esses sistemas, o que pode ajudar no controle do apetite e na redução de vícios alimentares.
Como o jejum intermitente atua no eixo cérebro-intestino?
Conforme explicações do Dr. Fernando Gomes, neurocirurgião e professor da USP, estudos mostram que o jejum intermitente impacta o eixo cérebro-intestino, mas o papel exato de cada parte ainda não está totalmente claro. As alterações na atividade cerebral, observadas através de ressonância magnética, afetam regiões que regulam o apetite e o vício, como o giro orbital frontal inferior.
Os achados indicam que o microbioma produz substâncias que chegam ao cérebro, exercendo uma influência complexa e bidirecional. Dr. Gomes ressalta: "O jejum intermitente pode ajudar o cérebro a trabalhar mais a favor do controle alimentar, prevenindo excessos que levam à obesidade".
É verdade que o jejum intermitente ajuda a reduzir a obesidade?
De acordo com o estudo, o jejum intermitente não só contribui para a redução da obesidade, como também melhora perfis clínicos como pressão arterial e níveis de glicose. Durante a pesquisa, 25 voluntários obesos seguiram o jejum intermitente por 62 dias e, em média, perderam 7 kg, praticamente 8% do peso corporal. A baixa insulina durante o jejum faz com que o corpo utilize gordura como energia, reduzindo a gordura total.
Contudo, o Dr. Victor Lamônica adverte que "os resultados em comparação a dietas de baixa caloria com atividade física foram semelhantes, sem superioridade clara de um método sobre o outro".
O jejum intermitente pode alterar seu comportamento alimentar?
A pesquisa também apontou que o jejum intermitente reduz a atividade de áreas cerebrais ligadas ao comportamento alimentar, ajudando na perda de peso e manutenção dos resultados. A nutróloga Dra. Marcella Garcez ressalta que o jejum, se bem orientado e com acompanhamento profissional, é um método rápido e seguro de emagrecimento para quem tem perfil metabólico adaptável.
Quais são os benefícios do jejum intermitente para o intestino?
O aumento na diversidade microbiana intestinal foi outra descoberta do estudo. Dr. Fernando Gomes explica que o "padrão alimentar influencia diretamente a quantidade de bactérias na flora intestinal", comparando o sistema digestivo a um 'cérebro' à parte, sensível a mudanças na alimentação.
Quais são os desafios e riscos do jejum intermitente?
Embora os benefícios para a saúde e perda de peso do jejum intermitente sejam promissores, a prática pode ser arriscada se não for supervisionada por profissionais de saúde. A Dra. Marcella Garcez alerta que "jejum sem orientação pode causar desnutrição, desidratação, hipoglicemia, entre outros problemas, além de aumentar a propensão a transtornos alimentares." Cuidado e orientação são essenciais para colher apenas os frutos positivos dessa estratégia.
Redação EdiCase