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Saúde

Carnaval: 8 dicas para uma folia mais segura para crianças autistas

O Carnaval brasileiro é uma explosão de cores, ritmos e alegria, sendo uma parte essencial da nossa cultura. Mas você já parou para pensar como essa festa pode ser vivenciada de formas diferentes pelas famílias, especialmente aquelas com crianças autistas

Redação EdiCase Redação EdiCase

28/01/2026

Redação EdiCase
Redação EdiCase

28/01/2026

O Carnaval brasileiro é uma explosão de cores, ritmos e alegria, sendo uma parte essencial da nossa cultura. Mas você já parou para pensar como essa festa pode ser vivenciada de formas diferentes pelas famílias, especialmente aquelas com crianças autistas? Segundo uma pesquisa da MindMiners, 43% dos brasileiros optam por participar da folia de alguma maneira, enquanto 57% preferem ficar de fora. Este artigo explora como tornar o Carnaval uma experiência mais inclusiva para todos, abordando especificamente as necessidades das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Para as famílias, encontrar maneiras de incluir suas crianças no Carnaval pode ser um desafio e uma oportunidade única de celebração. Cerca de 35% das pessoas acompanham as festividades pela TV ou online, e apenas 18% preferem estar nos blocos de rua e festas. Quando se trata de crianças autistas, é crucial pensar em estratégias acessíveis que respeitem suas sensibilidades, permitindo-lhes aproveitar a experiência de forma segura e confortável.

Por que o Carnaval pode ser desafiador para crianças autistas?

Para crianças autistas, os estímulos intensos do Carnaval, como sons altos, multidões e mudanças de rotina podem ser avassaladores. Mariana Asseituno, terapeuta ocupacional, explica que essas crianças podem ter o que chamamos de hipersensibilidade sensorial, uma característica do Transtorno do Processamento Sensorial (TPS). Isso significa que elas podem sentir os estímulos de forma exagerada ou ter dificuldade em processar esses estímulos, tornando a experiência desgastante. A previsibilidade e a rotina são fundamentais para moldar uma experiência positiva durante a época de Carnaval.

Como estimular a participação ativa e autonomia das crianças autistas?

Um Carnaval acessível envolve mais do que simplesmente participar das festas. É sobre preparar a criança para compreender e lidar com esse mundo em constante mudança. Mariana Asseituno sugere que ensiná-las a reconhecer seus limites e comunicar desconfortos é um passo essencial para desenvolver sua autonomia. O foco é ampliar o repertório sensorial e emocional da criança, permitindo-lhe fazer escolhas assertivas em diferentes contextos, seja para participar ou se afastar quando necessário.

Carnaval: 8 dicas para uma folia mais segura para crianças autistas
Fantasias confortáveis e adaptação do espaço tornam o momento mais prazeroso para crianças autistas (Imagem: New África | Shutterstock).

Como aproveitar o Carnaval em casa?

Para muitos, celebrar o Carnaval em casa é a melhor alternativa, sem abrir mão da diversão. Um ambiente já familiar pode ser transformado em um espaço carnavalesco mais tranquilo e amigável. Mariana Asseituno sugere um "baile de Carnaval" no quintal ou na sala, onde as luzes, músicas e brinquedos selecionados criam uma atmosfera prazerosa e segura para a criança. Convidar amigos próximos, estimular fantasias confortáveis e reduzir estímulos sensoriais desnecessários fazem parte de um planejamento cuidadoso para garantir diversão segura.

Como garantir conforto e segurança no Carnaval de rua?

Se a opção for participar da folia nas ruas, a preparação é primordial. Procure blocos infantis ou matinês, onde a agitação é menor, e assegure-se de reduzir impactos auditivos com abafadores de som. A escolha de fantasias e acessórios deve priorizar o conforto, sendo ideal testar previamente para evitar desconfortos. Além disso, a comunicação é chave - seja através de narrativas sociais ou da Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) - garantindo que a criança se sinta segura e compreendida. Manter atenção aos sinais de sobrecarga e garantir acesso fácil a banheiros são passos fundamentais para preservar o bem-estar durante a celebração.

Com paciência e bons ajustes, o Carnaval pode se tornar uma experiência inclusiva, cheia de memória e diversão para as crianças autistas. Afinal, o mais importante é respeitar o ritmo e as necessidades de cada criança, permitindo que elas participem de forma especial.

Por Letícia Carvalho

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