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Saúde

Hanseníase: 5 mitos e verdades sobre a doença

A hanseníase ainda é uma doença frequentemente mal compreendida e cercada por mitos. Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ela gera dúvidas e receios na população, mesmo sendo conhecida pela ciência há décadas. A desinformação continua a atrasar dia

Redação EdiCase Redação EdiCase

29/01/2026

Redação EdiCase
Redação EdiCase

29/01/2026

A hanseníase ainda é uma doença frequentemente mal compreendida e cercada por mitos. Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ela gera dúvidas e receios na população, mesmo sendo conhecida pela ciência há décadas. A desinformação continua a atrasar diagnósticos, complicando o enfrentamento da condição em nosso cotidiano.

O Brasil está em segundo lugar no mundo quando se trata de novos casos de hanseníase, de acordo com o Ministério da Saúde. Isso ressalta a urgência de expandir o debate público sobre o tema, principalmente no esclarecimento dos sinais de alerta e combate às narrativas equivocadas que ainda prevalecem.

"Acreditar que a hanseníase é altamente contagiosa, que não tem cura, ou que está ligada à falta de higiene são mitos comuns que reforçam preconceitos", explica Cláudia Cisneros, médica especialista do AmorSaúde. Tais ideias equivocadas podem atrasar o diagnóstico e impedir que as pessoas busquem tratamento.

Como a hanseníase se manifesta?

Uma das maiores dificuldades para controlar a hanseníase é a falta de informação. A médica Cláudia Cisneros explica que a doença é transmitida exclusivamente pelas vias aéreas, após contato próximo e prolongado com uma pessoa sem tratamento, através das secreções nasais, tosse ou espirro.

O tratamento imediato é crucial: ele não só elimina as bactérias como também impede a progressão da doença e a transmissão. “O diagnóstico precoce evita sequelas e danos nos nervos”, ressalta Cláudia Cisneros. Alguns sinais de alerta são:

  • Manchas na pele com perda de sensibilidade;
  • Formigamento ou dormência persistente;
  • Diminuição da força muscular;
  • Feridas que demoram a cicatrizar.
Hanseníase: 5 mitos e verdades sobre a doença
A conscientização é essencial para esclarecer dúvidas, reduzir o preconceito e mudar a forma como a doença é percebida pela sociedade (Imagem: Fabian Montano Hernandez | Shutterstock)

Mitos e verdades sobre a hanseníase

O que é verdade e o que é mito quando se fala de hanseníase? Vamos esclarecer:

Hanseníase é realmente altamente contagiosa?

Mito. Apenas o contato próximo e duradouro com alguém não tratado transmite a doença.

O tratamento realmente impede a transmissão?

Verdade. Uma vez iniciado o tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença.

Pega-se hanseníase por contato físico ocasional?

Mito. Não se pega por abraços, apertos de mão ou beijos.

A hanseníase tem cura?

Verdade. A doença é curável com antibióticos adequados.

Hanseníase tem relação com falta de higiene?

Mito. A doença é bacteriana, não relacionada à sujeira.

Como prevenir a hanseníase?

A prevenção começa com a identificação precoce da hanseníase e o tratamento a tempo. Vigilantes devem estar todos que convivem com alguém diagnosticado: reconhecer sintomas iniciais é a chave.

Cláudia Cisneros sublinha a importância da vigilância, atenção a manchas na pele e busca por atendimento médico precoce. Informações de qualidade e hábitos saudáveis também auxiliam na prevenção. Entre as medidas, temos:

  • Investigação de contatos próximos;
  • Diagnóstico precoce;
  • Busca por atendimento médico ao notar sinais;
  • Higiene e saúde fortes;
  • Conscientização social.

A informação e o tratamento são as chaves para combater a hanseníase e o preconceito ainda associado a ela.

Por Nayara Campos

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