O cloridrato de duloxetina, ou simplesmente duloxetina, é amplamente utilizado como um antidepressivo eficaz e pertence à classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). Mas você pode se perguntar: como exatamente ele funciona no cérebro? A verdade é que a duloxetina aumenta a disponibilidade de importantes neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, regulando o humor e reduzindo a ansiedade. E o que mais você precisa saber sobre esse medicamento intrigante? Continue lendo!
Utilizado principalmente no tratamento da depressão e ansiedade, este medicamento também é indicado para fibromialgia e dores neuropáticas. Em palavras do Dr. Diogo Abrantes Andrade, psiquiatra e professor na UNIFESP, "a serotonina e a noradrenalina estão diretamente envolvidas na regulação do humor e na modulação da dor", por isso a duloxetina tem efeitos tanto emocionais quanto físicos.
Qual é a dose ideal da duloxetina?
Se você está considerando a duloxetina, é importante saber que a dosagem é única para cada pessoa. Em geral, começa-se com uma dose de 30 mg diários por algumas semanas para ajudar o corpo a se adaptar. A dose padrão costuma ser 60 mg por dia, mas pode ir até 120 mg em alguns casos. E se está pensando por quê... É crucial ajustar conforme a resposta do seu corpo e a tolerância, algo que seu médico deve supervisionar com cuidado.
Quais são os verdadeiros benefícios do antidepressivo?
Você pode estar se perguntando o que esperar ao usar a duloxetina. Além de aliviar sintomas de depressão e ansiedade, ela pode proporcionar:
- Estabilidade emocional;
- Melhor regulação do sono e do apetite;
- Aumento da energia e concentração;
- Melhora na função diária;
- Prevenção de recaídas;
Quais são os efeitos colaterais que você deve esperar?
Como qualquer medicamento, a duloxetina tem seus efeitos colaterais:
- Náuseas;
- Boca seca;
- Dor de cabeça;
- Sonolência;
- Constipação;
- Tontura;
- Redução do apetite;
- Sudorese noturna;
"Esses efeitos podem ser mais intensos nas primeiras semanas, mas geralmente diminuem com o tempo", explica o Dr. Diogo. Ele ressalta a importância de ter acompanhamento médico para ajustar o tratamento e minimizar esses sintomas. Veja essa
Como garantir que o uso da duloxetina seja seguro e eficaz?
Para maximizar os benefícios e minimizar os efeitos colaterais, siga à risca as recomendações médicas. Não interrompa o uso abruptamente, avise ao seu médico sobre qualquer outro medicamento que esteja tomando ou condições de saúde pré-existentes. Dr. Lenon Mazetto, especialista em transtornos mentais, afirma que tais cuidados são fundamentais para um tratamento eficaz.
É seguro combinar a duloxetina com outros medicamentos?
Podem haver interações com determinados medicamentos. Remédios como selegilina, fenelzina, e anti-inflamatórios, como ibuprofeno e naproxeno, podem interferir no efeito da duloxetina. Informe ao seu médico sobre todos os medicamentos que está tomando.
Quem deve evitar o uso de duloxetina?
Antes de iniciar o tratamento, certifique-se de não pertencer a nenhum dos grupos para os quais a duloxetina é contraindicada: pessoas com doenças hepáticas, insuficiência renal grave, glaucoma, problemas cardíacos, ou histórico de mania ou hipomania, conforme destaca o Dr. Lenon Mazetto.
Redação EdiCase