Todo início de ano traz um sopro de renovação. As rotinas mudam, aquela lista de metas ganha vida e o pique para colocar o corpo em movimento recebe um impulso extra. Mas, temos um pequeno problema: conforme os meses passam, esse entusiasmo vai se dissipando. Você já deve ter notado as academias e parques ficando mais vazios. Sim, as resoluções acabam se perdendo pelo caminho.
Entretanto, o que muitos não percebem é que, junto com o objetivo de ter um corpo mais esbelto, há um benefício menos discutido que também fica de lado: o cuidado com a circulação sanguínea, especialmente nas pernas. E, convenhamos, esse é um ponto que merece nossa atenção, não é?
Como a atividade física impulsiona a circulação sanguínea?
De acordo com a especialista Camila Caetano, cirurgiã vascular, a prática de exercícios é uma aliada poderosa para manter a circulação sanguínea em dia. Se manter ativo não é só uma questão de estética; é essencial para o bom funcionamento do sistema circulatório e pode evitar problemas futuros. Afinal, ninguém quer ter que lidar com tratamentos vasculares mais tarde, certo?
O movimento regular tem o poder de postergar certos problemas circulatórios. "Pessoas com tendência a desenvolver problemas nas veias podem acelerar o surgimento desses problemas se mantiverem um estilo de vida sedentário. Além disso, o simples fato de envelhecermos já contribui para afetar a circulação, algo que pode ser adiado com exercícios frequentes," explica.
Quando é hora de consultar um médico sobre a saúde de suas pernas?
Sintomas como inchaço, dor e uma sensação persistente de peso nas pernas não devem ser ignorados, especialmente se piorarem ao longo do dia. Camila Caetano adverte que esses sinais podem indicar dificuldades no retorno venoso e precisam de atenção.
Considerados normais pela correria do dia a dia, esses sinais são, na verdade, indicativos de que algo pode estar errado. "A primeira parte do ano é uma oportunidade perfeita para você se concentrar na saúde vascular e avaliar se é necessário um acompanhamento médico," destaca a especialista.
Por Júlia Oliveira
Redação EdiCase