Você já ouviu falar na quebra-pedra? Essa planta, que cresce em diversos habitats tropicais, carrega uma notoriedade merecida quando o assunto é saúde. Não é nenhum segredo: a Phyllanthus niruri, conhecida popularmente como quebra-pedra, é famosa por seu potencial em prevenir pedras nos rins e na vesícula. Além disso, ela pode dar uma bela força para o fígado e ajudar na digestão, tudo graças aos seus compostos como flavonoides, ligninas e triterpenos, conhecidos por suas maravilhosas propriedades antioxidantes e hepatoprotetoras.
Talvez a novidade seja que o Brasil está em processo de produção do primeiro fitoterápico industrializado a partir dessa planta, sob os cuidados da Fiocruz, em parceria com o PNUD e o Ministério do Meio Ambiente. A fabricação seguirá as diretrizes da Anvisa e, se tudo der certo, esse medicamento logo poderá integrar o cardápio de opções do SUS dentro de dois anos. Que tal embarcar nessa jornada e descobrir os principais benefícios da quebra-pedra? Vamos lá!
Como a quebra-pedra ajuda a reduzir cálculos renais?
Se você sofre ou conhece alguém com problemas de cálculos renais, vai gostar de saber que a quebra-pedra tem uma eficaz ação antilitíase. De acordo com estudos, como a tese de doutorado de Nidia Denise Pucci na USP, o chá dessa planta pode reduzir significativamente o número de cálculos renais se consumido regularmente. É simples: uma infusão diária e em poucas semanas os resultados já aparecem!
Quer saber como prevenir hipercalciúria e hiperuricosúria?
Para quem não é fã de cálculos urinários, prevenir é palavra de ordem. A quebra-pedra pode ser uma aliada e tanto aqui. Estudos mostraram que ela pode manter o equilíbrio metabólico, controlando níveis excessivos de cálcio e ácido úrico na urina, responsáveis pelo problema.
Pode a quebra-pedra combater a leishmaniose cutânea?
Uma boa noticia vem da pesquisa feita na Unicamp, publicada na Planta Medica, que destacou como a quebra-pedra pode reduzir a energia do Leishmania amazonensis, o parasita responsável pela leishmaniose cutânea. E mais: ela faz isso sem causar muito dano para as células humanas, posição diferente dos tratamentos convencionais.
Quais são os avanços contra a doença de Chagas?
Seguindo a mesma linha, os benefícios da quebra-pedra se estendem também á doença de Chagas. Suas lignanas afetam diretamente o Trypanosoma cruzi, sem agressividade às células do hospedeiro. Essa característica torna a planta uma excelente promessa na busca por alternativas menos tóxicas de tratamento.
Por que se interessar pelas propriedades antioxidantes da quebra-pedra?
A capacidade antioxidante da quebra-pedra não fica atrás. Seus compostos bioativos, como os flavonoides, ajudam a proteger as células contra os temidos radicais livres, preservando-as de danos inflamatórios associados a diversas doenças parasitárias.
A quebra-pedra é uma arma contra microrganismos?
Outro ponto alto é o potencial antibacteriano dessa planta. Estudos indicam que seus compostos bioativos podem inibir bactérias difíceis, como MRSA e Bacillus cereus, tornando-se uma base promissora para novas formas de combate às infecções.
Como a ação diurética pode beneficiar você?
Sabe aquela sensação de retenção de líquidos? Bem, a quebra-pedra é diurética, estimulando um bom volume de diurese. Isso favorece a eliminação de toxinas e ajuda a desinchar, melhorando a saúde renal e urinária.
Está tendo dificuldades na digestão?
A quebra-pedra pode ser uma grande ajuda. Ela ativa o sistema digestivo, aliviando desconfortos e promovendo uma digestão eficiente, ideal para quem sofre de gases e digestão lenta.
Como preparar e consumir a quebra-pedra?
Interessado em experimentar? A infusão é indicada para pessoas acima de 12 anos. Basta misturar uma colher de sopa das partes secas da planta em 150 ml de água fervente, repousar por 15 minutos e tomar até três vezes por dia. O preparo do chá é outra maneira, simples e rápido, mas lembre-se: moderação e orientação médica são fundamentais.
Quais são as contraindicações e cuidados necessários?
Embora reservada a principais benefícios, a planta tem algumas contraindicações. Pessoas com problemas renais graves devem evitá-la, bem como crianças, gestantes e idosos, que precisam consultar um médico antes. Além disso, evite o uso prolongado ou em doses elevadas para não causar desequilíbrios nos eletrólitos, manifestados por fraqueza e tontura.
Redação EdiCase