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Saúde

Cistite na menopausa: entenda condição que fez Solange Couto passar mal no BBB 26

Você já parou para pensar como uma infecção tão comum quanto a cistite pode impactar a vida das mulheres, especialmente após a menopausa? Recentemente, a atriz e participante do BBB 26, Solange Couto, precisou de atendimento para tratar essa condição, tra

Redação EdiCase Redação EdiCase

04/02/2026

Redação EdiCase
Redação EdiCase

04/02/2026

Você já parou para pensar como uma infecção tão comum quanto a cistite pode impactar a vida das mulheres, especialmente após a menopausa? Recentemente, a atriz e participante do BBB 26, Solange Couto, precisou de atendimento para tratar essa condição, trazendo à tona um problema que muitas vezes é subestimado, mas que pode interferir diretamente na qualidade de vida de quem o enfrenta. Afinal, o que é a cistite e por que é mais frequente em um determinado momento da vida feminina?

A cistite é uma infecção que afeta a bexiga, manifestando-se por meio de sintomas incômodos como dor, ardor ao urinar, e a frequência aumentada da vontade de ir ao banheiro. Este problema de saúde pode atingir mulheres em qualquer fase da vida, mas se torna mais prevalente após a menopausa. Isso ocorre devido às mudanças hormonais que reduzem as defesas naturais do trato urinário, tornando a região mais susceptível à invasão de bactérias.

Por que a cistite se torna mais comum após a menopausa?

Segundo a ginecologista Dra. Ana Paula Fabricio, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, a queda do nível de estrogênio durante a menopausa pode alterar significativamente a mucosa da uretra e da bexiga. "Esse hormônio é fundamental para manter o tecido urinário espesso, elástico e bem irrigado. Na menopausa, a mucosa torna-se mais fina e ressecada, aumentando a vulnerabilidade frente à ação bacteriana, especialmente da Escherichia coli, a principal culpada pelas infecções urinárias", explica.

Além disso, o declínio do estrogênio afeta a flora vaginal, reduzindo lactobacilos benéficos que ajudam a manter um pH ácido e criam uma barreira contra microrganismos patogênicos. "Essas alterações favorecem a proliferação de bactérias que podem migrar facilmente para o trato urinário", completa a médica.

Cistite na menopausa: entenda condição que fez Solange Couto passar mal no BBB 26
Acompanhamento médico é essencial para prevenir crises recorrentes de cistite (Imagem: fizkes| Shutterstock).

Quais sintomas requerem atenção especial?

Os sinais da cistite após a menopausa podem confundir-se com os do climatério, o que exige atenção redobrada. "Os mais comuns incluem ardor ou dor ao urinar, aumento da frequência, urgência em ir ao banheiro, sensação de esvaziamento incompleto e dor pélvica", detalha Dra. Ana Paula. Até mesmo a urina pode ter odor forte ou aspecto turvo. "É fundamental que mulheres não considerem tais sintomas como parte inevitável do envelhecimento. Sintomas como dor ou ardor precisam ser investigados", alerta a especialista.

Como vai o tratamento além do uso de antibióticos?

O tratamento tradicional da cistite frequentemente requer antibióticos sob prescrição médica, mas é preciso ir além, especialmente para mulheres na pós-menopausa. Dra. Ana Paula recomenda o uso de estrogênio vaginal como coadjuvante nos casos recorrentes, para ajudar a restaurar as mucosas urinárias e vaginais, minimizando o risco de novas infecções.

Além disso, ajustar o estilo de vida, incluindo o uso de probióticos e um acompanhamento médico regular que analise fatores como incontinência urinária e problemas no esvaziamento da bexiga, são estratégias fundamentais para o controle e prevenção da doença.

Como prevenir a cistite de forma eficaz?

Prevenir a cistite pode ser mais simples seguindo algumas orientações diárias. Beber bastante água, não segurar a urina, urinar após relações sexuais e manter higiene íntima adequada são práticas essenciais. "Evite duchas vaginais e produtos que possam irritar, já que esses fatores podem desequilibrar a flora vaginal", aconselha a ginecologista.

A Dra. Ana Paula Fabricio reforça que a menopausa não deve ser vista como uma condição de perda de saúde. "Com acompanhamento médico correto, é possível prevenir infecções urinárias recorrentes, aliviar sintomas e manter, assim, a qualidade de vida", conclui a especialista.

Por Maria Claudia Amoroso

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