Você já parou para pensar na importância do cabelo para a identidade e autoestima das mulheres? Mais do que um elemento estético, ele é um símbolo de empoderamento e autoconfiança. Entretanto, quando a queda capilar acontece, essa situação pode impactar emocionalmente muitas mulheres, trazendo consigo desafios para a saúde emocional e qualidade de vida. Esse problema se agrava ainda mais quando ignoramos condições como a alopecia, que afeta cerca de 5% das mulheres no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Recentemente, a cantora Maiara, da dupla sertaneja com Maraisa, compartilhou nas redes sociais que sofre de alopecia androgenética, uma condição que a fez quase perder todos os fios de cabelo. Além disso, ela também enfrenta a alopecia de tração, resultado do uso contínuo de alongamentos. Essa realidade não é incomum e serve como um alerta para a importância de se buscar um diagnóstico e tratamento adequados.
O que acontece com a alopecia nas mulheres?
A queda de cabelo não deve ser vista como algo normal nas mulheres. Quando os fios começam a afinar, o volume reduz significativamente ou falhas surgem, é crucial buscar entender a causa o quanto antes. Muitos casos possuem tratamento eficaz, especialmente quando diagnosticados precocemente. Como explica o dermatologista José Roberto Fraga Neto, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar (ABCRC), "a queda de cabelo na mulher não deve ser normalizada."
Quais são os tipos de alopecia mais comuns em mulheres?
Existem diferentes tipos de alopecia que podem afetar as mulheres, como:
- Alopecia androgenética feminina: caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios no topo da cabeça e na região do rabo de cavalo;
- Alopecia areata: autoimune, causa falhas no couro cabeludo;
- Alopecias cicatriciais: menos comuns, mas graves, pois podem causar perda definitiva dos fios.
Qual a diferença entre alopecia e eflúvio telógeno?
É importante diferenciar a alopecia do eflúvio telógeno, que altera temporariamente o ciclo capilar, muitas vezes após estresse intenso, infecções, cirurgias ou alterações hormonais. "A perda diária de até 50 a 100 fios é normal, mas persistir na queda é um sintoma a se investigar", destaca Fraga Neto.
Como tratar a queda de cabelo corretamente?
O tratamento eficaz da queda de cabelo depende de um diagnóstico preciso. Ele pode incluir o uso de medicamentos tópicos ou orais, correção de deficiências nutricionais e ajustes hormonais, além de procedimentos em consultório. Consultar um dermatologista é vital, podendo envolver exames como tricossia e biópsia do couro cabeludo em casos específicos.
Transplantes capilares não são soluções para todos os cenários. Fraga Neto afirma: "O transplante capilar não substitui o tratamento da causa, mas pode ser eficaz quando há diagnóstico claro e área doadora adequada."
Por fim, as redes sociais exercem um papel significativo na construção da autoimagem. Apesar de potencializarem a disseminação de padrões irreais, elas também são ferramentas poderosas para quebrar tabus e incentivar a busca por um tratamento dermatológico especializado. Refletir sobre esta dualidade pode ser o primeiro passo para uma relação mais saudável com a nossa própria imagem.
Por Ana Carolina de Freitas
Redação EdiCase