Você já se deparou com a famosa "adolescência dos bebês"? Sim, estamos falando das desafiadoras birras, comuns entre um ano e meio e três anos de idade. Nessa fase, seu filho já tem vontades próprias, mas ainda não consegue expressá-las totalmente, o que pode ser frustrante tanto para ele quanto para você. Como lidar com essa etapa de amadurecimento emocional sem perder a cabeça? Vamos descobrir juntos!
A psicopedagoga Paula Furtado lança luz sobre esse período, afirmando que ele não deve ser combatido, mas compreendido. Em seu livro "Buá", ela explora como os pais podem acolher o choro e nomear as emoções, ajudando crianças e adultos a naveguem com mais segurança por essa fase desafiadora. Segundo Paula, "presença, limites firmes e afeto são o que os pequenos mais precisam nesse momento". Mas afinal, como promover essa compreensão no dia a dia?
Amenizando as birras no dia a dia: como posso fazer?
Quer saber como minimizar esses episódios de birra e tornar os dias mais tranquilos? Paula Furtado sugere algumas estratégias:
- Rotina previsível: Mantenha horários e atividades consistentes para que a criança saiba o que esperar.
- Avisos de transição: Comunique-se antes de mudar de uma atividade para outra.
- Decisões diárias: Permita à criança escolher pequenas decisões, ajudando-a a se sentir mais no controle.
- Validação emocional: Reconheça e valide os sentimentos dela, mostrando que você entende suas emoções.
- Menos estímulos: Evite sobrecarregar o ambiente com muitas informações ou atividades.
- Limites consistentes: Estabeleça regras claras e permanentes.
- Observação dos educadores: Acompanhe a forma como os professores lidam com o comportamento da criança.
Para Paula, medidas punitivas não são eficazes. "A escola deve ser um espaço para o desenvolvimento emocional", afirma. Portanto, a postura deve ser acolhedora, ajudando a criança a nomear emoções e respeitando limites empáticos.
Quando devo procurar ajuda profissional?
A birra é esperada até certo ponto, mas quando esse comportamento passa a ser muito intenso, frequente ou vem acompanhado de agressividade extrema, pode ser um sinal de alerta. Nessas situações, o apoio de um especialista pode ser essencial. Crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), por exemplo, têm crises que não são "birras" comuns. Confundir essas manifestações pode levar a reações inadequadas, como punições, que só agravam a situação.
Compreender o que está por trás do comportamento dos nossos pequenos e adotar estratégias adequadas pode transformar a forma como nos relacionamos com eles e como eles se desenvolvem emocionalmente. Lembre-se: você não está sozinho nessa jornada!
Por Elenice Cóstola
Redação EdiCase