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Saúde

Resistência física no Carnaval: entenda como a genética influencia a sua disposição

Com a chegada do Carnaval, muitos se preparam para enfrentar uma verdadeira maratona de blocos e desfiles que exigem resistência física e disposição. Enquanto alguns foliões parecem ter energia de sobra para curtir sem pausa, outros acabam sentindo rapida

Redação EdiCase Redação EdiCase

06/02/2026

Redação EdiCase
Redação EdiCase

06/02/2026

Com a chegada do Carnaval, muitos se preparam para enfrentar uma verdadeira maratona de blocos e desfiles que exigem resistência física e disposição. Enquanto alguns foliões parecem ter energia de sobra para curtir sem pausa, outros acabam sentindo rapidamente os efeitos do excesso e precisam de um tempo para se recuperar, especialmente quando o álcool entra na jogada. Mas o que faz com que algumas pessoas sintam os efeitos mais cedo do que outras?

De acordo com Gustavo Guida, geneticista dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, da Dasa, no Rio de Janeiro, a chave está no seu DNA. "Quando bebemos, o corpo trabalha para metabolizar o etanol. O primeiro passo é converter o álcool em acetaldeído, um composto tóxico responsável pela sensação de náuseas e pela dor de cabeça associadas à ressaca", explica ele.

Por que algumas pessoas têm ressaca mais rápida que outras?

A genética desempenha um papel importante na rapidez com que o álcool é metabolizado no seu corpo. "Há variantes genéticas que fazem com que algumas pessoas metabolizem o álcool de forma mais lenta ou acumulam acetaldeído rapidamente. Por isso, algumas experimentam mal-estar, rubor facial e dor de cabeça logo no primeiro copo, enquanto outras parecem imunes aos efeitos iniciais", diz Guida.

Entretanto, beber água entre as doses de álcool pode ser um truque simples para ajudar seu fígado a trabalhar melhor, independentemente da genética.

Como seu DNA afeta sua performance no Carnaval?

Não é só a ressaca que pode ser influenciada pelos genes. A resistência física para acompanhar a maratona de blocos pode depender do gene ACTN3, conhecido como o gene da força e da velocidade. Ricardo Di Lazzaro Filho, doutor em genética, explica que esse gene determina se seus músculos são mais voltados para explosões de força ou resistência de longa duração.

Entender seu próprio organismo permite que você melhor adapte hidratação e descanso durante o Carnaval. Com esse autoconhecimento genético, é possível se cuidar melhor para curtir ao máximo sem comprometer a saúde.

Que segredos seu DNA pode revelar sobre seu Carnaval?

Através de testes genéticos, você pode descobrir painéis detalhados que impactam diretamente sua performance nos dias de folia. Por exemplo, um teste de predisposição ao alcoolismo pode identificar a presença do gene FAAH, enquanto análises de recuperação pós-exercício indicam o tempo que suas fibras musculares precisam para regenerar.

Resistência física no Carnaval: entenda como a genética influencia a sua disposição
Fazer exames de rotina após as festas é um ato de responsabilidade com a própria saúde e com a coletiva (Imagem: Drazen Zigic | Shutterstock).

Como garantir a saúde durante e após o Carnaval?

Para evitar que a folia traga consequências indesejadas, é preciso mais que uma genética favorável. A infectologista Luísa Chebabo, do laboratório Bronstein, recomenda três cuidados essenciais. "Carnaval é um período de muita exposição, e a prevenção é o melhor acessório para qualquer folião. Vacine-se antes da festa e previna-se de ISTs com o uso de preservativos", aconselha.

  • Check-up de ISTs: Fazer exames de rotina pós-festas é essencial para a saúde individual e coletiva, garantindo diagnósticos precoces e tratamentos eficazes.
  • Vacinação contra o HPV: Estar com a vacinação em dia é crucial para prevenir câncer e verrugas genitais.
  • Proteção sexual: O uso de preservativos é imprescindível para proteger-se de ISTs como HIV, sífilis e hepatites.

Por Rachel Lopes

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